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Fizeram uma grande pirotecnia com a decisão do ministro do STF, Teori Zavascki, autorizando a Polícia Federal a ouvir o ex-presidente Lula na condição detestemunha no Caso Lava Jato.

Quase ninguém publicou que na mesma decisão o ministro rejeitou um pedido do PSDB para que a presidenta Dilma fosse ouvida pela PF.

Na condição de testemunha e não de réu, o que Lula pode acrescentar?

Pode confirmar muitos diálogos com donos de empreiteiras, dando a cada um sentido republicano, além de distribuir autógrafos ao agentes e delegados da PF.

Não sou dos que justificam o que fizeram na Petrobrás como necessário à sustentação política de um país corrupto, mas se o PT tivesse indo a fundo nas investigações sobre o período tucano certamente teria botado na cadeia mais da metade dos que hoje posam de paladinos no Congresso.

A crise, entendam minha ponderação, não é só culpa de Dilma ou do PT, mas vem sindo fomentada pela sede de sangue da oposição, que cria instabilidade atrás de instabilidade para poder ascender ao poder via tapetão.

Quando chegam em Lula não estão chegando no chefe, como espalham. Estão chegando na história, cutucando com vara curta quem tem, ainda, grande poder de mobilização e é amado pelas massas.

Se é para banalizar, todo político é ladrão. Mas, essa coisa de rádio corredor não tem sustentação, cabimento ou fair play. Faz parte do jogo bruto, das paixões exacerbadas da militância e do poder perigoso de disseminação das redes sociais.

Não podemos confundir gente de carne e osso com esse robozinhos que replicam maldades sob encomenda. Uma coisa é passar o Brasil a limpo e outra é uma oposição, de rabo preso com o que arremessa nos outros, querer ser a hóstia consagrada.

Antes de Lula e Dilma todos foram um pouco bandidos e não foi o PT quem inventou o mensalão, a compra de votos e as negociatas. Apenas se ajustou ao estabelecido pelos antecessores.