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Cotado para assumir o cargo de ministro da Cultura do governo Dilma Rousseff II, o cantor e compositor Chico César não conseguiu fazer investimentos significativos em sua pasta na Paraíba, somando apenas R$ 10 milhões este ano (incluindo até a folha de pagamento da Secretaria de Cultura da PB, FUNESC e FIC), confo­­­rme informações do Sistema Integrado de Administração Financeira da Paraíba, o SIAFI.

Para que se tenha uma ideia, a prefeitura de Campina Grande investiu sozinha mais de R$ 10 milhões no “Maior São João do Mundo” que injetou cerca de R$ 30 milhões na economia do município. O evento, que é considerado uma das maiores atrações culturais do Nordeste consegue atrair turistas de todo País, enquanto que a proposta de interiorização da cultura defendida por Chico até hoje não saiu do papel.

Os resultados obtidos pelo músico frente à pasta também não são animadores, já que um dos poucos elogios que costuma receber são voltados ao Circuito Cultural “Caminhos  do Frio”, idealizado em 2005 e ampliado em 2007 (Evento que realiza shows itinerantes com atrações nacionais no interior da Paraíba). Notou a data? Pois é, bem antes da entrada de Chico na Secretaria de Cultura.

Chico citará em sua defesa a reforma do cine-teatro São José, em Campina Grande, e a reforma do Espaço Cultural, em João Pessoa. Porém, ao mesmo tempo, terá que explicar a interminável reforma do Teatro Santa Rosa (principal palco da capital paraibana e fecha há anos), além do fato de o teatro Paulo Pontes ainda estar precisando de equipamentos para funcionar sem que seja necessária uma “gambiarra”. Outro detalhe é que a Fundação Espaço Cultural possui autonomia nos seus investimentos e chega a ser um “exagero de generosidade”,  da minha parte, incluir as atividades de Lau Siqueira na cota de Chico César.

Já o tão festejado PRIMA (Projeto de Inclusão Através da Música e das Artes), tem resultados discretos e não conseguiu até agora parecer nem de longe o símbolo de uma política cultural digna do nome Chico César e é justamente aí que supostamente reside a força de sua anêmica gestão. O nome do artista Chico César é maior que os resultados de seu trabalho frente a pasta da Cultura.

Vale lembrar que na semana passada, após dois anos no comando do Ministério, Marta Suplicy, entregou o cargo à presidente Dilma Rousseff (PT) e desejou boa sorte na construção da nova equipe ministerial.

Nos bastidores, ventila-se que a própria presidenta teria feito o convite a Chico César para ocupar o posto de Marta, que agora retorna ao Senado para cumprir o mandato até 2018. Segundo informações da Revista Fórum, Chico César declarou que ainda não vai se manifestar sobre o assunto.

Em linhas gerais a única marca deixada por Chico César na Cultura da Paraíba foi afirmar em uma entrevista que não gastaria dinheiro promovendo festas com bandas de “forró de plástico”. 

Janildo Silva