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A campanha Carne Legal, ação de comunicação do Ministério Público Federal (MPF) pela sustentabilidade na pecuária, foi eleita como a melhor campanha publicitária pelo júri acadêmico do prêmio GreenBest, o primeiro concurso nacional para selecionar as empresas, produtos e projetos que mais contribuem para a sustentabilidade no país.

A divulgação dos vencedores foi feita nesta terça-feira, 17 de maio. O júri acadêmico reuniu profissionais reconhecidos por seu trabalho e liderança na área de meio ambiente e sustentabilidade. São jornalistas especializados na cobertura da questão ambiental, como Aline Ribeiro, da revista Época, André Trigueiro, da Globo News, Andrea Vialli, de O Estado de S. Paulo, Denis Russo, da Veja, Marcos Sá Corrêa, do site O Eco, além de integrantes de empresas certificadoras, de organizações ligadas ao manejo florestal, de consultores e da ex-senadora Marina Silva.

A Carne Legal disputou o prêmio do júri acadêmico com as campanhas Xixi no Banho, da fundação SOS Mata Atlântica, e A Hora do Planeta, da WWF. A Xixi no Banho, que visa mostrar que uma descarga evitada por dia resulta na economia de 4,3 mil litros de água potável por ano, foi eleita como melhor campanha publicitária pelo júri popular.

Na votação da academia, os concorrentes foram avaliados nos quesitos iniciativa, inovação, sustentabilidade do negócio e/ou produto, impacto socioambiental e contribuição para o desenvolvimento da consciência e do mercado sustentável.

Resultados – Lançada em junho de 2010, a campanha Carne Legal convidou os consumidores a valorizar produtos de origem legal, ou seja, aqueles procedentes de propriedades rurais onde não ocorram desmatamento e trabalho escravo, entre outros crimes e irregularidades.

Antes da atuação do MPF, no Pará haviam apenas cerca de 900 propriedades rurais inscritas no cadastro ambiental rural do Estado. Com os acordos promovidos pela instituição e com a campanha Carne Legal, esse total chegou, em abril de 2011, a 52,1 mil propriedades registradas. 

Dados como esses serviram como base para que outros órgãos públicos e a imprensa apontassem a atuação do MPF como um dos fatores fundamentais para que a Amazônia Legal tivesse em 2010 a menor área desmatada já registrada na história do país, desde que o monitoramento passou a ser feito via satélite, em 1988.

Os lançamentos de iniciativas semelhantes em seguida ao lançamento da Carne Legal também provou a importância da discussão do tema. Frigoríficos que assinaram acordos com o MPF passaram a divulgar seus produtos dizendo que “nossa carne é legal”.

Os três maiores frigoríficos do Brasil deixaram de comprar bovinos de mais de 200 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas no bioma Amazônia. A imprensa ressaltou que a medida foi motivada pela pressão da sociedade e campanha do MPF.