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Candidato a “homem da mala” das próximas eleições, Raimundo Lira é vendido como se já tivesse bombando no mandato

De uma hora para outra as caixas de emails dos jornalistas ficaram abarrotadas por dezenas de releases do senador Raimundo Lira, que, apesar de nem ter tido tempo ainda de fazer nada, pois o ano legislativo começou este semana, já vem sendo artificialmente inflado por sua assessoria.

Personagem da ficção, como qualquer pezinho inchado lá de Campina Grande sabe, Lira não mora na cidade, vendeu a concessionária Cavesa ao irmão do deputado Wellington Roberto, Zinga, e estava morando entre Brasília e Orlando. Em resumo, Lira não move uma palha pelos paraibanos faz muito tempo. Como empresário ligado a Autolatina, vai operar em favor da indústria automobilística. O resto é lenda.

Forçar a barra para fazer de um quase biônico um senador atuante, como era o titular do mandato, Vital do Rego, ao invés de ajudar, expõe o produto em formatação ao ridículo.

Lira foi o “senador trabalhador” a cerca de duas décadas ou mais, mas neste momento é um empresário de sucesso, proprietário de muitos imóveis, um especulador que não gera nenhum benefício para os paraibanos.

Pode até surpreender nos próximos quatro anos pelo estilo pessoal operoso, mas no momento entra pisando em ovos, com uma mão na frente outra atrás em termos de patrimônio eleitoral, candidato a homem da mala nas próximas eleições. Uma espécie de Ney Suassuna.

Como se já não bastasse a gafe do release que anunciou sua “visita” à Paraíba, essa “bomba” que estão injetando em Lira com hidrogel político, ao contrário de ajudar, atrapalha pela presunção de achar que basta um release cheio de adjetivos para agregar valor a um empresário/político cuja prestação de serviços aos paraibanos é uma verdadeira obra de ficção científica.