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A política de Bayeux não para de surpreender e apresenta mais uma trama que nem os melhores autores dos contos de suspense mais famosos poderiam sequer pensar.

De fato, Bayeux não é para amadores, e alguns personagens políticos da cidade mostram todos os dias que desconhecem o significado da palavra limite.

O que até dias atrás seria considerado uma heresia, foi costurado em um encontro ocorrido ontem e que só acabou na madrugada de hoje.

Luciene de Fofinho, feroz opositora de Berg Lima, foi ungida candidata do agora ex-prefeito na eventual eleição indireta que esperam haver na câmara com a renúncia do antigo alcaide, protocolada hoje na Câmara Municipal.

Com a presença do filho do presidente estadual do PDT, Renato Feliciano, mesmo partido de Luciene, os sete vereadores ligados a Berg, Adriano Martins, Dedeta, França, Adriano do Táxi, Guedes, Cabo Rubem e Uedson Orelha, fecharam questão em torno do nome da vereadora, que aceitou o convite e passa a integrar a base do ex-prefeito condenado e denunciado pela própria Luciene inúmeras vezes com pedidos de CPI’s e votos pela cassação nos processos tramitados na Câmara.

A jogada se concretizaria com a imposição aos vereadores recém-filiados ao PDT, Netinho Figueiredo, Betinho da RS e Lico Cunha, de ficarem sem legenda na próxima eleição, caso não votem em Luciene.

Ainda de acordo com informações obtidas com vereadores presentes à reunião, a contrapartida de Luciene para passar a integrar o grupo de Berg e ser agraciada com a renúncia e o seu apoio no pleito indireto, será entregar três secretarias ao ex-prefeito, que indicará os secretários, e parte dos cargos da prefeitura, além de dividir o restante desses cargos com os novos colegas de bancada.