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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje que o auxílio emergencial “não pode ser para sempre” e, em menos de 24 horas após anúncios sobre o financiamento do novo programa social com a repercussão negativa entre o mercado financeiro, disse que os integrantes do governo estão “abertos a sugestões” junto aos líderes partidários.

“A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da Economia. Estamos abertos a sugestões juntamente com os líderes partidários. O Auxílio Emergencial, infelizmente para os demagogos e comunistas, não pode ser para sempre”, escreveu em postagem no Facebook hoje pela manhã.

O governo anunciou ontem que pretende usar parte dos recursos do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e de precatórios para bancar o novo programa social que substituirá o Bolsa Família.

O anúncio aconteceu em pronunciamento no Palácio da Alvorada, após reunião com ministros e líderes da base aliada e foi mal recebido por investidores. Para os operadores em bolsa, a percepção é de que o governo vai criar gastos sem indicar cortes, além de não ter apresentado uma proposta de reforma tributária.

A reação foi considerada como inesperada pelos presentes ao encontro e coube ao líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), tentar justificar as medidas em reunião virtual com dezenas de investidores e economistas das principais empresas de investimentos e bancos.

A oposição também criticou as propostas do governo, tanto em relação ao uso de verbas do Fundeb quanto aos precatórios. Houve quem chamasse a ação de “demagogia eleitoral”.

O novo programa social servirá como uma espécie de continuação do auxílio emergencial com a marca da gestão Bolsonaro, visando manter a popularidade do presidente para a eleição de 2022.

UOL