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Com todo respeito a petistas decentes como Frei Anastácio, Charlinton, Anísio Maia e Giucélia,, mas dou razão ao prefeito Luciano Cartaxo pela corajosa atitude de deixar o partido para ter seu projeto de reeleição chamuscado pelas safadezas da cúpula nacional.

Um prefeito com mais de 70 por cento de aprovação não poderia ficar sentado com uma camisa de força a espera de um milagre, pois só mesmo um milagre para impedir que a legenda tenha a maior derrota de sua história na eleição que se aproxima.

E Cartaxo ficando no PT estaria comprometendo suas chances, se dispondo a pagar pelos erros alheios. Ficar, seria suicídio solidário.

Por outro lado, observemos a conjuntura pessoense. O PSB vinha de escaramuças e respostas evasivas sobre a manutenção da aliança de 2014, quando o apoio de Cartaxo deu as condições para RC se reeleger.

Sabedor que o PSB viria com candidatura própria, o que restaria a Cartaxo fazer a não ser buscar espaço vazio e ocupar? E o espaço de articulação que lhe restava era a aproximação com o PSDB e foi isso que fez.

Conversei com o vereador Bira sobre a conjuntura e ele me disse disse o seguinte: “O prefeito Luciano Cartaxo pelo perfil agregador quando eleito no segundo turno, teve o apoio de 21 vereadores. Depois ampliou para 24, com a adesão dos vereadores que apoiaram a candidatura adversária. Se os vereadores serviam para apoiar o prefeito, não servem para legitimar uma candidatura à reeleição? A filiação ao PSD vai ampliar o leque de composições e permite a construção de um novo pólo de forças na política paraibana. Tinha peixe graúdo com a idéia de deixar o PT e foi surpreendido com a atitude do prefeito”.