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Benefícios aos clientes, diversificação de serviços e investimento em novas plataformas e parcerias estratégicas. A chegada do Pix, dentro de pouco mais de um mês, já acirrou a concorrência entre grandes bancos e fintechs, que vêm buscando diferenciais para manter e ampliar a carteira de correntistas. A nova ferramenta é inspirada em outros bancos, a exemplo do nubank, que já disponibiliza essa mesma função gratuita há algum tempo.

Criado pelo Banco Central (BC), o efeito mais evidente do novo serviço — que permitirá fazer pagamentos e receber transferências 24 horas por dia, de maneira instantânea e sem custo para a pessoa física que faz a operação — será a redução do uso dos atuais DOCs e TEDs, explicam especialistas.

Os pagamentos feitos pelo PIX são instantâneos, sendo realizados em questão de segundos. A opção estará disponível 24 horas por dia, sete dias da semana, dando mais facilidade para os clientes. O custo da aplicação é gratuito para pessoas físicas e com baixo custo para as empresas.

O PIX vai funcionar diretamente dentro do aplicativo dos bancos como um serviço ou função. Diversas instituições financeiras já estão aderindo ao novo meio de pagamentos e realizando o cadastro de seus clientes para utilizar.

Para usar o novo meio de pagamentos, você vai precisar apenas abrir o aplicativo do banco e realizar a operação de transferência ou pagamento. Podendo, por exemplo, substituir o famoso TED.

Outra facilidade do PIX são as chaves geradas para realizar o pagamento pelo novo método. As chaves podem ser o e-mail, o número do celular, o Cadastro de Pessoa Física ou até mesmo uma chave aleatória, gerada pelo próprio cliente.

O Itaú calcula que o impacto em suas receitas com a adoção do Pix e a consequente redução das modalidades tradicionais de transferência seja de cerca de 1%. Mas Ivo Mosca, superintendente de pagamentos instantâneos do banco, vê um potencial de ganho enorme com o Pix, devido à facilidade do sistema e à redução dos custos:

— Com a pandemia, muitos clientes já partiram para o mundo digital, com abertura de contas virtuais. Agora, com o Pix, a fatia de mercado (bancarizada) deve crescer, estamos falando de incluir dezenas de milhões de pessoas no sistema.

O Santander tem investido em uma campanha massiva para que seus clientes façam o pré-cadastro para usar o Pix, mas que também visa a conquistar clientes de outras instituições. No Pix, o cliente pode usar o CPF, o e-mail ou o número de celular como chave para o recebimento de uma transferência, mas cada chave só pode estar relacionada a uma conta específica.