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Estive domingo visitando minha terra natal Cacimba de Dentro e sai de lá bastante preocupado com o colapso no abastecimento de água que atinge toda a região do Curimataú.

Meu amigo Batista, esposo de minha prima Silvana, me contou que a cidade vivia num rodízio cruel de a cada quinze dias ter o “privilégio” de jorrar água nas torneiras.

Grifei a palavra “privilégio”, pois semana passada quando chegou o dia de os moradores receberem a sua cota de água quinzenal abriram as torneiras e jorrou lama. Isso mesmo, lama!

A barragem de Canafístula II secou, não chove e o filete de água que ainda existe não consegue mais nem manter o rodízio de sete municípios e cinco distritos e uma população de mais de duzentas mil pessoas depende agora de carros pipa para tudo.

E agora? É torcer para chover, pois as medidas que fiquei sabendo que o governo estaria adotando não contemplam o curto prazo. Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Araruna e toda aquela região do Curimataú vive um colapso de água muito pior do que o que São Paulo viveu a pouco. Não tem volume morto.

Preocupo-me pelo destino das pessoas sem acesso a água, sobretudo as mais carentes. E a situação requer providências emergenciais.

Pode até parecer ironia, mas uma cidade com nome de Cacimba não tem uma gota de água para beber nem nas cacimbas.