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Às vésperas da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff fará até o próximo mês, o PP lida com um conflito interno segundo matéria de renomado portal nacional que envolve a escolha do nome para substituir o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Ele, que está queimado entre os deputados pepistas, insiste em indicar o secretário executivo da pasta, Carlos Vieira.

Mas a bancada do partido na Câmara bate o pé. O ministro é acusado de ter beneficiado o próprio estado em detrimento dos demais na distribuição de emendas com verba das Cidades. O presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), tem o apoio da maioria para ser indicado ao cargo, mas também enfrenta resistências internas.

Outras reclamações – Além das reclamações de deputados, do PMDB, PP, PT entre outros sobre o comportamento do ministro Aguinaldo de reter emendas dos partidos da base, os parlamentares do PP e Pros tem outros motivos para fechar as portas do Ministério das Cidades a um indicado de Aguinaldo. “Tem um clima estranho dentro da bancada desde que houve a troca de líderes”, comenta. Em outubro, um abaixo-assinado derrubou o então líder Arthur Lira (AL), levando Eduardo da Fonte (PE) ao cargo. “Isso foi feito de uma hora para outra, com o aval do Ciro, que queria ser ministro e para quem não interessava ter um líder mais forte que ele, como era o Lira”, argumenta o pepista.

O ex-ministro das Cidades e deputado federal Mário Negromonte confirma haver uma tensão entre os parlamentares do partido, mas tenta colocar panos quentes. “A grande maioria tem o desejo de que Ciro seja o ministro e, como a presidente já disse que a pasta continuará conosco, a bancada é que deve indicar o nome”, afirma. Segundo Negromonte, apesar de ainda precisar aparar arestas estaduais, a sigla tende a apoiar Dilma na campanha à reeleição. “Mas o que a gente está fazendo em paralelo é reivindicar do governo a ampliação do nosso status, com a Secretaria de Portos e a Chesf, por exemplo, pois, temos sido fiéis e, no governo Lula, tínhamos mais espaço mesmo com uma bancada menor”, argumenta.

Com esse posicionamento cai por terra o argumento do Planalto de querer que Aguinaldo represente o PP se candidatando ao Governo do Estado da Paraíba, pois seu partido já demostra insatisfação ao seu nome.

Confira a matéria na integra:

Às vésperas da reforma ministerial, PP tem confronto interno para indicar novo ministro

Ministério das Cidades, atualmente é comandado por Aguinaldo Ribeiro, que quer indicar secretário executivo da pasta, Carlos Vieira. Bancada é contra 

Brasília – Às vésperas da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff fará até o próximo mês, o PP lida com um conflito interno que envolve a escolha do nome para substituir o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Ele, que está queimado entre os deputados pepistas, insiste em indicar o secretário executivo da pasta, Carlos Vieira. Mas a bancada do partido na Câmara bate o pé. O ministro é acusado de ter beneficiado o próprio estado em detrimento dos demais na distribuição de emendas com verba das Cidades. O presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), tem o apoio da maioria para ser indicado ao cargo, mas também enfrenta resistências internas. 

Dos R$ 331 milhões usados pelo Ministério das Cidades por meio de recursos complementares de emendas parlamentares, R$ 41,6 milhões foram para a Paraíba, estado do ministro, deixando uma fatia menor para os demais. “O Aguinaldo foi lutar pela sobrevivência dele e deixou de lado vários compromissos com a bancada”, comenta um deputado do partido que não quis se identificar. Segundo o parlamentar, a reclamação é generalizada e deve se refletir em discussões mais árduas no retorno do recesso, em fevereiro. 

Esse, no entanto, não é o único motivo da tensão na sigla. “Tem um clima estranho dentro da bancada desde que houve a troca de líderes”, comenta. Em outubro, um abaixo-assinado derrubou o então líder Arthur Lira (AL), levando Eduardo da Fonte (PE) ao cargo. “Isso foi feito de uma hora para outra, com o aval do Ciro, que queria ser ministro e para quem não interessava ter um líder mais forte que ele, como era o Lira”, argumenta o pepista. 

O ex-ministro das Cidades e deputado federal Mário Negromonte confirma haver uma tensão entre os parlamentares do partido, mas tenta colocar panos quentes. “A grande maioria tem o desejo de que Ciro seja o ministro e, como a presidente já disse que a pasta continuará conosco, a bancada é que deve indicar o nome”, afirma. Segundo Negromonte, apesar de ainda precisar aparar arestas estaduais, a sigla tende a apoiar Dilma na campanha à reeleição. “Mas o que a gente está fazendo em paralelo é reivindicar do governo a ampliação do nosso status, com a Secretaria de Portos e a Chesf, por exemplo, pois, temos sido fiéis e, no governo Lula, tínhamos mais espaço mesmo com uma bancada menor”, argumenta.

Redação com Em.com.br