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De nada adianta a imprensa denunciar e a Polícia Federal investigar, se quando chega às instâncias do Judiciário tem sempre alguém para sentar em cima e deixar aquela impressão de que a corrupção vale à pena e todo mundo tem uma rabinho preso com os políticos.

O que mais podemos fazer a não ser vir todo dia ao batente jogar os picaretas contra a parede?

O que mais podemos fazer a não ser oferecer a cara a tapa e agüentar as chicotadas jurídicas em dezenas de processos?

O que mais podemos fazer a não ser clamar que a PF e o MP abram os olhos para o que está acontecendo na Prefeitura de João Pessoa e no Governo do Estado?

Já tive oportunidade aqui de falar sobre o altíssimo grau de periculosidade deste Coletivo. Confesso que me frustro toda vez que um juíz ou desembargador estanca o que suamos para levantar e com provas escancaramos os fatos para toda sociedade saber.

Se nossas denúncias não ecoam nos tribunais e ao invés de os dilapidadores do patrimônio público serem punidos somos nós jornalistas que viramos réus por ousar peitar quem comete o delito, vivemos uma situação esdrúxula onde as leis são usadas inversamente para blindar a bandidagem do colarinho branco, mantendo a imprensa acuada com as ações de indenização financeira por “calúnia”.

Basta qualquer promotor acompanhar a evolução patrimonial dos membros do Coletivo RC para concluir que existe um propinoduto irrigando com dinheiro público o projeto de alpinismo social da camarilha.

Mas, incrivelmente, nada anda e isso me leva a conclusão que o tecido dos órgãos fiscalizadores e punitivos está corrompido e tem muita gente com o rabo preso com quem deveria fiscalizar.

Não pode um membro do judiciário ter isenção se pede emprego ao governador ou prefeito para parentes ou protegidos.

Do mesmo jeito que a caneta compra o silêncio de alguns jornalistas, a canetada faz a Lei usar óculos escuros e só enxergar o que convier.

Merenda, Fazenda Cuiá, carne superfaturada, gari laranja na EMLUR, OCIPS, terceirizações suspeitas, licitações manjadíssimas, troca de terrenos sem licitação e o feijão.

Há evidências de sobra e em algum momento a casa vai ter que cair. Resta saber se na cabeça de quem corrompe ou se na cabeça de quem é corrompido.

Até quando o guarda chuva da impunidade manterá o Coletivo RC a salvo das trovoadas da Lei?