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Esta quarta feira, dia 15, será duplamente importante para os cassistas, apesar de a data lembrar o número de um adversário. Em política joga bem quem tem visão macro do tabuleiro.

Uns, mais emocionais, só conseguem enxergar e noticiar que nesta quarta o agravo regimental contra Cássio sobe ao Plenário do STF e que de lá pode descer com o autor senador ou eterno quase. 

Outros, mais racionais e pragmáticos, vislumbram outra pauta até mais importante ou correlata.

A Comissão de Constituição e Justiça  do Senado votará amanhã o relatório do senador Renan Calheiros, que deu parecer contrário à Proposta de Emenda Constitucional que trata do fim da reeleição no Poder Executivo e do aumento do mandato para cinco anos.

Para o relator da PEC, os argumentos que foram utilizados em 1997, quando foi aprovada a PEC 16, que instituiu a possibilidade de governadores, prefeitos e presidente da República se reelegerem uma vez consecutivamente, ainda são válidos após 15 anos de experiência.

Se o parecer for rejeitado, o fim da reeleição vai ser apreciada pelo plenário do Senado.

Digo sem medo de errar que hoje a classe política opera pelo fim da reeleição e isso tiraria o biscoito da boca do nosso governador Ricardo Coutinho que em sua estratégia optou em focar apenas a reeleição.

É provável que os mandatos de governadores e presidente sejam esticados por mais um ano e os dos prefeitos sejam reduzidos em um para que haja a coincidência e finalmente o pleito seja realizado em um único ano lá pelas bandas de 2015.

Ou seja: Ricardo não terá direito a reeleição. Mas, quando será que esse processo de Cássio transitará em julgado para ele poder recuperar, em três anos, os direitos políticos? Se transitar em julgado este mês ele poderá se candidatar em 2015, mas se continuar recorrendo acabará fora do páreo. Particularmente, acredito que o Senado ele não assume.

Toda atenção ao que poderá acontecer nesta quarta no STF e no Senado, pois como diria Raul Seixas: Quem não tem colírio usa óculos escuros.

Cá pra nós: Wilson Santiago cada vez mais tem menos cara de provisório e pra roça parece que não volta nunca mais.