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A ascensão do deputado federal Aguinaldo Ribeiro à liderança do PP na Câmara esconde uma mega operação de bastidores do seu grupo político para alçá-lo ao Ministério da Integração, aproveitando-se do enfraquecimento do atual ministro, Gilberto Occhi, em tratamento de um câncer avançado.

Favorece o deputado paraibano o fato de ele ter construído uma boa convivência com a presidenta Dilma em sua passagem pelo Ministério das Cidades,, o que seria meio caminho andado e, teoricamente, agora bastaria o PP indicá-lo de forma unanime, tendo o primeiro passo sido dado com a eleição para a liderança.

Desfavorece o projeto de Aguinaldo o fato de o PP e ele próprio serem alvos da Operação Lava Jato pela drenagem de propina a partir da Petrobras, onde o seu partido aparece como um dos maiores beneficiados e tem o ex-deputado Pedro Correia preso e condenado.

Há quem diga em Brasília que Dilma não arriscará indicar para um ministério alguém que poderá cair em desgraça a qualquer momento, dependendo só de uma movimentação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot para que a Lava Jato entre na fase de alcançar os políticos com foro privilegiado, como aconteceu com o senador Delcídio do Amaral.

Por outro lado, fragilizada e precisando de votos favoráveis no Congresso a presidenta talvez esteja arriscando tudo e numa fase em que os critérios para a nomeação de um ministro sejam apenas o quantitativo de votos que ele arregimenta contra o impeachment.

Aguinaldo caminha célere para ser emplacado como novo Ministro da Integração. É uma questão de tempo essa operação vingar. Bom pra Paraíba, melhor para a família dele.