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Depois do pessoal do Fisco, que ontem paralisou e invandiu o gabinete do sexretpario da Receita, agora chegou a vez dos agentesc penitenciários realizarem assembleia geral para avaliar a negativa do reajuste na data-base e outros problemas coletivos.

Será nesta sexta a partir das 9hs na Praça João Pessoa e tá sendo convocada pela AGEPEN-PB, que entre outras coisas reivindica um plano de carreira, melhores condições de trabalho, reposição das perdas salariais dos últimos quatro anos e a nomeação de um secretário para a pasta da Adminsitração Penitenciária que dialogue com a categoria.

Pense numa atividade de altíssimo risco e quase nenhum reconhecimento, essa de agente penitenciário, uma turma que monitora a população carcerária nas unidades corretivas apenas com a cara, fé e coragem, pois a precarização é total.

Os agentes reclamam que o governador gasta mais de 600 milhões com os seus cabos eleitorais na folha de codificados, mas não investe nos presídios superlotados, não investe em quem mantém a ordem lá dentro e deixa a população correr riscos de fugas em massa, como aconteceu em Recife e Natal recentemente.

A verdade é que o governador só tem olhos para o lado cosmético da gestão e a questão penitenciária ele trata como trata esgoto, onde o que a opinião púbçlica não ver não merece ser priorizado.

Essa categoria é importante, corre riscos por todos nós e merece sim uma atenção especial do governador, assim também como o respeito e uma interlocução perene.

Um governo que fecha-se em copas e não quer ouvir os segmentos, tende a virar uma gestão isolada da realidade. Assim como o Fisco, se os agentes penitenciários decidirem por uma parlisação a crise será grande no setor penitenciário, um estopim sempre com pavio aceso e pronto para explodir.