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Não tenho procuração para defender o empresário Roberto Santiago e sou contra algumas práticas protecionistas dele, mas, verdade seja dita, quando concretizou a polêmica troca dos terrenos do Geisel pelo da Acadepol, logo botou um batalhão de operários para trabalhar 24 horas por dia e, rapidamente, ergueu o Mangabeira Shopping.

A mesma disposição de empreender não vejo por parte do grupo Marquise, no caso do shopping Pátio Intermares. Um grupo do tamanho que a Marquise é, a maior construtora do nordeste, dona de hotéis, emissoras de rádio e tv, travar na burocracia? É para desconfiar.

Sabemos que o forte do grupo cearense é a captação de grandes obras e a coleta do lixo. Proprietária da TV Verdes Mares, que retransmite a Globo no Ceará, eles também são donos do sistema Tambaú na Paraíba.

A construção de shopping é a diversificação do foco da Marquise e, por isso, as vezes duvido que queiram mesmo construir esse shopping de Intermares.

A Marquise se engasgou na burocracia em Cabedelo e, apesar de relações comerciais com a prefeitura, por causa da coleta de lixo, não conseguiu interagir bem e se articular para aprovar na surdina e na paz a autorização para construir o shopping.

Depois de muita luta, saiu da fase em que dependia das licenças em Cabedelo e aportou na SUDEMA, onde também não conseguiu agilizar a documentação e, quando conseguiu, foi cassada por uma liminar do TCE.

Vencida mais esta, digamos assim, “barreira”, o que acontecerá agora para a Marquise continuar adiando o início das obras do Pátio Intermares?

Mesmo tendo certeza que o empresário Roberto Santiago operou nos bastidores para dificultar as coisas para a Marquise, sabemos que o grupo cearense tem poder de fogo para fazer frente à pressão do concorrente.

A pergunta que faço é: estaria mesmo a Marquise querendo construir esse shopping ou faz apenas firula para conseguir outras coisas?