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Corre a boca miúda em Brasília que o mensalão do PP deve trazer para o ventilador a sujeira que muita gente guarda no porta luvas achando que escândalos só acontecem na casa do vizinho.

Uma guerra fratricida que começou pela ciumeira entre o ex-ministro das cidades Márcio Fortes e o atual Mário Negromonte, ambos caciques do partido de Paulo Maluf, deve fazer a baixaria chegar à raia miúda com a locupletação de 30 mil reais que cada um recebia via Ministério das Cidades.

Tem uma bomba chiando no colo do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que saiu do nada para ser o líder do partido na Câmara. Apoiado pela ala de Márcio Fortes. Aguinaldo virou um alvo no meio do tiroteio.

Ouvi dizer que tudo que saiu na mídia até agora em termos de escândalo no governo Dilma é fichinha perto da roupa suja que o Partido Progressista vai lavar em público.

Não é a toa que o ministro Negromonte chegou a falar em “sangue”, referindo-se até onde poderia levar essa batalha interna pelo controle do Ministério das Cidades.

Mensalão de 30 mil reais para cada deputado federal do PP pago via ministério é o mínimo, pois não se fala outra coisa nos restaurante de BSB não ser no propinoduto que o PP teria montado para uma transposição de muito dinheiro público para bolsos privados em diversas regiões do País.

Há quem diga que respingos de lama dessa roupa suja do PP podem chegar por aqui. 

Veja matéria do Blog do Josias, colunista da Folha de São Paulo.

Negromonte: briga interna do PP ‘termina em sangue’

A disputa interna que convulsiona a bancada de 41 deputados fedeais do PP ganhou contornos de um folhetim de capa e espada.

Acusado de converter a pasta das Cidades em bunker partidário e de oferecer mensalão de R$ 30 mil a deputados, o ministro Mário Negromonte levou a mão ao florete.

Após negar as acusações em nota, Negromonte disse o seguinte em entrevista a uma rádio de Salvador:

“Lamento muito que exista uma briga interna. Um lado começa a dizer coisa da vida do outro. Então, vai terminar em sangue e isso é muito ruim.”

Rivaliza com Negromonte o grupo de deputados ligado ao antecessor dele, Márcio Fortes, que respondeu pelas Cidades na gestão Lula. 

Na semana passada, o grupo pró-Fortes destituiu o líder da bancada na Câmara, Nelson Meurer (PR), da ala pró-Negromonte. Foi à cadeira de líder Aguinaldo Ribeiro (PB).

Na entrevista radiofônica, Negromonte insinuou que Fortes está por trás das denúncias que o alvejaram.

“Tem gente interna do nosso partido que eu contrario interesse. Tem gente externa, outras pessoas. O Márcio Fortes queria ficar [no ministério].”

Negromonte disse que Dilma Rousseff aconselhou-o a resistir. Recomendou que evite tomar o caminho do pemedebê Wagner Rossi, que se demitiu da Agricultura.

“Estive com a presidente em São José do Rio Preto [na sexta-feira] e ela se posicionou que o Wagner Rossi cedeu às denúncias e que não era para ele ter cedido…”

“…E [Dilma] disse a mim: ‘Você, ministro, não dê importância a essas matérias [veiculadas pela imprensa]’.”

As palavras de Negromonte contrastam com declarações feitas no Planalto. Em privado, auxiliares de Dilma dizem que ela estaria incomodada com Negromonte.

Ou há duas Dilmas em Brasília ou alguém mente.