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Ontem fiquei sabendo de um acordo político em São Bento, que se for adiante subverterá a lógica da política. Apesar de liderar a preferência do eleitorado da cidade na disputa pela prefeitura, o deputado Jullys Roberto poderá abdicar do direito adquirido de ser o candidato das oposições.

O amigo deve está deduzindo pela lógica que o candidato será o pai dele, o dono dos votos da família, mas vai se surpreender quando eu disser que esse acordo esquisito poderá tirar do povo o direito de votar em Márcio Roberto também.

Mas, acreditem, até Márcio estaria alijado desse processo. E tudo por que o representante do governador na região, John Lúcio, atual vice de Gemilton, se acha o predestinado para a disputa e, não sei como, em algum momento teria arrancado de Márcio o compromisso de, mesmo ele não tendo votos nem a simpatia da maioria, ser imposto verticalmente como o candidato das oposições.

Vejam bem, se isso acontecer a família Roberto terá que apresentar atestado de doido, inclusive com direito de qualquer um que tenha o sobrenome ir a uma delegacia registrar um BO por chantagem e ameaças.

Márcio Roberto não assinaria embaixo de um acordo desses gozando da plenitude de suas faculdades mentais. Coagido ele não foi, pois não é homem de abrir para pressões.

Então, pergunto, se esse acordo realmente existir, o que ofereceram de tão vantajoso para Márcio Roberto sair e tirar Jullys da política? Sim, pois ao não disputar os Robertos abrem a vaga para outro contraponto entrar e nunca mais entregar o espaço.

John Lúcio e seus assessores repetem em tudo que é canto que o acordo existe sim, que Jullys não será candidato a prefeito, mesmo o povo convocando-o para uma campanha onde tem mais chances de ganhar do que da outra vez.