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Mais um natal se aproxima e mais uma vez o Governo do Estado da Paraíba não vai conseguir cumprir o que prometeu – pagar o 13º da Bolsa Família, proposta do ex-senador Efraim Morais (DEM) e que foi incorporado na campanha de 2010 do hoje governador Ricardo Coutinho (PSB).

À época, a proposta foi tão cobiçada que até mesmo o candidato José Maranhão (PMDB) incorporou a iniciativa, mudando apenas o nome do projeto para ‘Bolsa Natal’. Ambos os candidatos conquistaram parte do eleitorado com essa proposta ‘alvissareira’, mas que até agora não saiu do papel e ao que tudo indica nem vai sair. 

Passados dois anos a frente do executivo estadual, Ricardo Coutinho não dá sinais e tampouco explicações do porquê de não cumprir a proposta. Vale salientar que à época em que ‘prometeu o feito’, o então candidato socialista não impôs nenhum tipo de condição para efetuar o pagamento, simplesmente garantiu que pagaria caso saísse vencedor no pleito estadual.

Disse Ricardo durante a campanha em seu guia eleitoral:

“Hoje tenho uma boa notícia para o povo paraibano. Depois de estudos de viabilidade, junto a nossa equipe de plano de governo, finalmente conseguimos encaixar no orçamento, um projeto da mais alta importância para toda população de baixa renda do nosso Estado. No meu governo, a Paraíba será o primeiro estado a bancar o décimo terceiro do Bolsa Família. Isso mesmo, enquanto a Lei que tramita no Congresso, do Senador Efraim não for definitivamente aprovada, a Paraíba vai bancar o pagamento do décimo terceiro do Bolsa Família. Com isso, estaremos ampliando o poder de consumo das classes, injetando mais recursos na nossa economia.”

O anúncio de que não poderá arcar com a despesa esse ano também, assim como fez o ano passado foi feito ontem, durante entrevista ao programa Polêmica Paraíba. Na ocasião o governador foi indagado sobre o pagamento de uma folha extra de R$ 56,7 milhões para 481 mil paraibanos que recebem o benefício do Bolsa Família na Paraíba, o governador revelou que o estado não tem condições de pagar.

Como tem mais dois anos pela frente, a expectativa é que a partir de 2013, o governador incorpore a proposta, já que 2014 é mais um ano eleitoral.

Fonte: PB Agora