O ambiente político e jornalístico de Campina Grande volta a ser tensionado após um assessor político do prefeito Bruno Cunha Lima denunciar o que classifica como uma campanha de calúnia e difamação promovida por um jornalista local, com respaldo, segundo ele, da Associação Campinense de Imprensa (ACI).
Em publicações recentes em suas redes sociais, o assessor cobrou uma retratação pública tanto do jornalista quanto da entidade, afirmando que a narrativa construída é “mentirosa, ardilosa e com objetivo claro de atingir politicamente o prefeito”. A crítica ganha ainda mais força diante da contradição apontada entre o conteúdo divulgado nas redes sociais, onde há alegação de ameaça, e o boletim de ocorrência registrado, que menciona apenas injúria.
A cobrança não se limita ao episódio atual. O texto também resgata um histórico de insatisfação com a atuação da ACI, acusada de agir de forma seletiva e parcial. A autora deste artigo e editora deste Blog relata ter sido alvo de oito processos judiciais movidos por um ex-candidato a prefeito e afirma que, mesmo após buscar apoio institucional da entidade, teve seu pedido ignorado. Segundo ela, a justificativa da ACI foi de que o caso seria analisado, mas posteriormente rejeitado sem explicações consistentes.
Ao final deste artigo, apresento alguns prints de 2024, nos quais solicito insistentemente uma Nota da ACI diante da perseguição implacável ao meu trabalho, sem qualquer retorno. Até hoje sigo aguardando uma resposta. Diante dos posicionamentos adotados em outras ocasiões, o propósito torna-se evidente para quem deseja enxergar. Na época, encaminhei o pedido a diversos diretores da entidade, porém nenhum deles atendeu à minha solicitação (preservarei os nomes).
Independentemente da entidade que deveria nos representar, a Justiça cumpriu o seu papel, e fui absolvida de todos os processos com base na liberdade de imprensa, direito que não foi reconhecido nem respaldado pela ACI. Ainda bem que podemos contar com a Justiça, pois, se dependesse de quem deveria me defender enquanto profissional, a situação seria outra. Por outro lado, observa-se que jornalistas que fazem críticas ao prefeito Bruno ou a seus assessores contam com total apoio da entidade, que deveria atuar de forma isonômica, defendendo a todos, e não apenas aqueles que lhe convêm.
O episódio mostra claramente a seletividade da entidade e revela um debate sensível: qual o papel das entidades representativas da imprensa diante de conflitos que envolvem jornalistas? A atuação deveria ser pautada pela imparcialidade e defesa ampla da categoria, independentemente de alinhamentos políticos ou não? Quando isso não ocorre, abre-se espaço para questionamentos sobre credibilidade e independência.
Além disso, é imperativo destacar que acusações graves com emissão de Notas de entidades que se dizem representar apenas jornalistas que lhes convém, quando não sustentadas por provas consistentes, podem comprometer reputações, gerar consequências jurídicas e fragilizar ainda mais o ambiente democrático, já tensionado por disputas políticas intensas.
Ao final, o recado é direto e sem rodeios: há uma cobrança pública por retratação e um aviso de que o desdobramento pode sair do campo das redes sociais para o Judiciário.
Dito isso, se preparem para responder na justiça o que se pregou como “vítima” poderá passar a ser réu ou réus.
FELIZ DIA DO JORNALISTA!
Alguns prints meus implorando por uma NOTA DA ACI, em 2024:












