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Revista norte-americana ‘Time’ critica Bolsonaro ao compará-lo a Trump

24 de agosto de 2018
em Mundo, Política
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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A revista norte-americana Time publicou na edição desta semana, um perfil do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, líder das pesquisas eleitorais em cenários sem o nome do ex-presidente Lula Inácio Lula da Silva. Segundo o periódico, o deputado fluminense cresceu na esteira da insatisfação popular no País.

De acordo com a Time, o “atoleiro” político que o País mergulhou com os desdobramentos da Operação Lava Jato, que tirou as principais lideranças políticas do País da disputa direta pelo Planalto, e o “desespero” da população com as opções eleitorais são pontos que explicam o crescimento de Bolsonaro.

A reportagem diz que esse sentimento de “raiva” agravado com a pior recessão econômica da história faz com que sete de cada 10 brasileiros não tenha confiança em nenhum partido político. “Isso permitiu que Bolsonaro assumisse ‘o manto de um homem forte de fora’ que pode romper com as atuais forças políticas”.

A Time faz críticas as defesas revisionistas de Bolsonaro, que diz que o regime militar do Brasil não era uma ditadura e sugere que não houve censura à imprensa. Assim como relativiza as mortes por agentes públicos durante a ditadura. A reportagem, que entrevistou Bolsonaro, usa como exemplo a defesa do candidato do PSL ao ditador chileno Augusto Pinochet, que matou 2.279 adversários: “Fez o que tinha que ser feito”, afirma Bolsonaro. “O Chile seguiu em frente. Tanto que Pinochet sempre foi respeitado lá”.

A reportagem mostra ainda que a defesa do endurecimento das políticas de Segurança Pública e a pauta conservadora é costume, como uma agenda de Bolsonaro que encontra ressonância entre boa parte dos eleitorado.

“Bolsonaro é resistente a mudanças. Suas opiniões e suas táticas ultrajantes o sustentaram por mais de três décadas e agora o levam para o cargo mais alto do País. Junto com os retratos dos ex-generais, seus aposentos no Congresso são decorados com mobília militar. ‘Sou capitão do exército’, disse ele a jornalistas em 2017. ‘Minha especialidade é matar’”, termina a reportagem da Time.

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