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MENSALEIROS: suplente pede vista e PEC que prevê perda de mandato para quem for condenado por impunidade é adiada

17 de julho de 2013
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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O agendamento da votação da PEC dos Mensaleiros foi um parto. Saiu a fórceps. Reunida nesta quarta, último dia antes do início das férias legislativas, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado estava pronta para deliberar. O relator Eduardo Braga leu o seu parecer. Manifestou-se a favor da aprovação da proposta de Jarbas Vasconcelos. Súbito, um pedido de vista. Espanto! Antonio Carlos Rodrigues alegou que precisa de mais tempo para analisar a proposta de emenda à Constituição. Estupefação!!

Abre parênteses: quem é Antonio Carlos Rodrigues? É homem do PR, o partido do deputado-mensaleiro Valdemar Costa Neto. São unha e cutícula. Antonio Carlos não dá um espirro sem combinar o timbre do atchim com Valdemar. O cupincha do condenado é primeiro suplente da petista Marta Suplicy. Foi promovido de vereador a senador no dia em que a titular do mandato virou ministra da Cultura. Fecha parênteses.

“Foi uma leitura rápida, eu não consegui entender”, disse Antonio Carlos ao justificar o pedido de vista. O projeto de Jarbas Vasconcelos é simples. O parecer de Eduardo Braga também é simples. A coisa se resume ao seguinte: parlamentar condenado por improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública perde o mandato automaticamente. Ponto final.

Curioso como o suplente Antonio Carlos conseguiu complicar algo tão simples. Na PEC dos Mensaleiros, o ponto de partida é o ponto de chegada. A premissa é a conclusão. A primeira impressão dispensa todas as outras. É pena que o Senado, Casa de vetustas figuras, não seja frequentado por crianças. Uma criança de três anos explicaria a proposta ao amigo de Valdemar.

A criança diria: “Veja bem, é simples como o ABC. A, o mensalão foi julgado pelo STF. B, Valdemar e Cia. tornaram-se prisioneiros esperando para acontecer. C, cadeia não combina com mandato eletivo. Entendeu?”. Considerando-se as deficiências do senador Antonio Carlos, o Senado deveria considerar a hipótese de nomear uma criança de três anos para assessorá-lo durante o recesso. Talvez seja necessário desenhar.

Com Blog do Josias

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