Irmãos estão nos Estados Unidos e podem enfrentar maior pressão política após democratas conquistarem maioria no Congresso. Parlamentares prometem investigar possível ajuda do governo Trump a Flávio.
Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL) não se manifestaram publicamente nesta quarta-feira (4) sobre a derrota do presidente Donald Trump nas eleições legislativas dos Estados Unidos. Os dois estão no país e mantêm proximidade política com o republicano, que perdeu o controle da Câmara dos Representantes e do Senado para os democratas.
A situação pode dificultar a articulação política dos irmãos em Washington. Eduardo vive no Texas, estado onde os democratas também conquistaram vitórias importantes, incluindo as disputas pelo governo e pelo Senado.
Democratas querem investigar ajuda de Trump a Flávio
A deputada democrata Pramila Jayapal anunciou que pretende investigar a participação do governo Trump na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e sua entrada nos Estados Unidos.
Antes das eleições, 25 parlamentares democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, solicitando esclarecimentos sobre a viagem do senador e uma possível participação de autoridades americanas. O prazo para resposta é 13 de novembro.
Eduardo Bolsonaro também entra no radar
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e articulou, junto a aliados de Trump, medidas de pressão contra autoridades brasileiras, incluindo sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a mudança na composição do Congresso, essas articulações poderão ser alvo de maior fiscalização parlamentar. Os democratas também poderão convocar autoridades e solicitar documentos sobre a atuação do governo americano em relação ao Brasil.
Derrota não significa deportação
Apesar da vitória democrata, Trump continua na Presidência e mantém o controle sobre a política externa e migratória dos Estados Unidos. Portanto, a mudança no Congresso não provoca automaticamente a deportação ou extradição dos irmãos Bolsonaro.
A nova maioria, no entanto, poderá investigar decisões do governo e cobrar explicações sobre o tratamento concedido aos brasileiros.




