Vou tomar café lá em Dó, no Mercado da Torre, e esbarro em ânimos ainda alterados de amigos e pessoas anonimas ainda com os ânimos altos e um balaio de desinformação sendo espalhado.
Termino meu café à base de cuscuz, inhame e carne assada e vou em Zé das Frutas fazer a feirinha semanal e já sou recebido por Zé com stress nas alturas, discurso anti Lula de morrer.
Meu amigo Mazola, mesmo acordando todo dia vendo o Morro do Careca da janela do seu quarto, ainda não se conformou com a derrota de Flávio Bolsonaro, e minha amiga Thayse, advogada eleitoralista das melhores, e que trabalha com Pablo Marçal, resolveu vender consultoria para quem quer ir morar em Miami.
Todos que citei estão no seu direito e gozam do meu respeito, mas no subterrâneo da extrema direita o movimento fascista anda conspirando e devemos ficar atentos e fortes.
Dentro das fronteiras todos os serviços de inteligência da ABIN, PF e PRF estão monitorando os radicais, mas sinto que teremos à frente algo ainda mais grave do que um 8 de Janeiro.
Dércio Alcântara



