O pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para anular o segundo turno das eleições de 2026 dificilmente terá êxito, segundo especialistas em Direito Eleitoral. O senador questiona a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em seções afetadas por temporais e problemas no transporte público.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pelo Brasil de Fato, 35.521 votos foram registrados entre 17h e 19h, enquanto Lula (PT) venceu a disputa por uma diferença de 4.430.191 votos. Para a advogada Tainã Góis, os números demonstram que a extensão do horário não teria capacidade de alterar o resultado.
A jurista também destaca que a própria campanha de Flávio havia solicitado a prorrogação da votação em municípios atingidos por problemas climáticos e falta de energia. Além disso, o artigo 224 do Código Eleitoral prevê novas eleições quando as nulidades atingem mais da metade dos votos ou podem modificar o resultado do pleito.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o processo eleitoral foi seguro e que a prorrogação não provocou distorções expressivas na apuração.




