A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) propõe uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio. A medida foi apresentada pela coordenadora da campanha, Daniella Marques, em entrevista à CBN Bahia.
A proposta prevê o retorno automático ao programa caso a atividade profissional não dê certo. Segundo Daniella, a iniciativa seria coordenada pelo Ministério da Prosperidade, previsto no plano de governo, com ações de capacitação e acesso a crédito para empreendedores.
Atualmente, conseguir emprego formal não cancela automaticamente o Bolsa Família. Famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa têm direito ao benefício integral. Já aquelas que ultrapassam esse valor, mas recebem até R$ 706 por integrante, podem continuar no programa com 50% do auxílio por até 12 meses, conforme a Regra de Proteção.
A afirmação feita pela campanha do bolsonarista de que as pessoas ficam presas ao Bolsa Família, contudo, não se sustenta. O estudo ‘Filhos do Bolsa Família, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, mostrou, em uma análise de 10 anos (2014 a 2025), que 60,68% das famílias deixaram o programa.
A taxa de emancipação é ainda maior entre os jovens: mais de 71% daqueles que tinham entre 15 e 17 anos em 2014 conseguiram sair do programa ao atingirem a vida adulta. O principal motor de saída é a inserção no mercado de trabalho formal e a elevação da escolaridade.




