A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal começou nesta terça-feira (8) a analisar a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Mendonça afirma que foi alvo de monitoramento sistemático e ilegal por parte da inteligência da Polícia Federal. Segundo o ministro, relatórios produzidos em agosto analisaram sua atuação e a de outras autoridades.
Durante o julgamento, André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção do afastamento, formando maioria favorável à decisão. No entanto, o ministro Gilmar Mendes pediu vista poucos minutos após o início da sessão e interrompeu o julgamento.
Com isso, a decisão ainda não foi definitivamente referendada pela Segunda Turma. O afastamento determinado por Mendonça permanece em vigor enquanto o caso não for concluído.
Além do afastamento, Mendonça determinou a abertura de investigação pela Corregedoria da Polícia Federal para apurar a produção dos relatórios de inteligência.
O episódio amplia a crise entre integrantes do Supremo e a Polícia Federal e está relacionado aos desdobramentos do caso Banco Master e à disputa envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
A expectativa agora é pela retomada do julgamento, quando Gilmar Mendes deverá apresentar seu voto. O ministro Dias Toffoli também ainda não votou.




