Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, tortura e assassinatos em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, é alvo da segunda fase da Operação Restinga, deflagrada na manhã desta sexta-feira (6).
A ação é coordenada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (GAECO-PB). Os investigados também são suspeitos de cometer crimes como tráfico de armas e munições e corrupção de menores.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, as lideranças do grupo criminoso estariam atuando a partir do estado do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, os suspeitos receberiam apoio e proteção de uma organização criminosa carioca, responsável por dar suporte às atividades ilícitas desenvolvidas na Paraíba.
As apurações também indicam que o grupo possui uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes e atuação voltada à manutenção e expansão das atividades criminosas na região de Cabedelo e municípios vizinhos.
No âmbito da representação policial encaminhada ao Poder Judiciário, foram solicitadas diversas medidas cautelares com o objetivo de aprofundar as investigações e enfraquecer a atuação da organização criminosa.
Entre os principais pedidos estão a expedição de 75 mandados de prisão contra investigados apontados como integrantes e possíveis lideranças do grupo, além de 36 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços ligados aos suspeitos.
Também foram requeridas medidas de quebra de sigilo telemático, com a finalidade de ampliar a coleta de provas e detalhar a dinâmica das atividades criminosas investigadas.
Paralelamente, os investigadores solicitaram à Justiça medidas para descapitalizar financeiramente a organização criminosa, incluindo o sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados. A estratégia busca atingir diretamente o poder econômico da facção e dificultar a continuidade das atividades ilegais.
A operação também se baseia em diversos relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação, que apontam a possível participação de integrantes do grupo em homicídios registrados nos municípios de Cabedelo, João Pessoa e em outras cidades da Região Metropolitana.
A Polícia Civil informou que as diligências seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas, à medida que o material apreendido seja analisado e novas informações sejam incorporadas às investigações.




