O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, cumpriu o percurso de 5 quilômetros da Corrida Raros Run, com largada e chegada no Busto de Tamandaré, neste domingo (1º). O evento esportivo foi alusivo à conscientização sobre a importância do acolhimento às pessoas atípicas e com deficiência.
Durante a programação, o gestor anunciou que a Prefeitura deve entregar ainda neste mês de março o primeiro Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) da Capital. O equipamento irá fortalecer a política pública de inclusão, em parceria com o Centro de Referência Multiprofissional em Doenças Raras (CRMDR), localizado no bairro dos Bancários.
Cícero destacou que João Pessoa tem avançado na promoção da inclusão e citou a presença de quase três mil alunos autistas matriculados na Rede Municipal de Ensino. “Neste mês, João Pessoa, capital que se destaca pela inclusão e pelo respeito aos direitos do cidadão, vivencia um período muito especial, com diversas atividades programadas. Haverá, por exemplo, a entrega de equipamentos como o CER IV. Estamos aqui hoje, nesta corrida, com o objetivo de divulgar e conscientizar sobre a importância da participação de todos”, afirmou.
Evento reforça conscientização e acessibilidade
A Raros Run contou com percursos pensados para diferentes perfis de participantes, seguindo critérios de acessibilidade e segurança. Foram realizadas provas de 5 km e 10 km, além de uma caminhada de 3 km. A programação incluiu ainda a modalidade Family Run, com percurso de até 500 metros e caráter participativo.
O secretário executivo de Juventude, Esporte e Recreação, Juliano Sucupira, ressaltou o alcance social do evento. “Apresentamos uma corrida com grande relevância para a inclusão, comparável em estrutura a uma corrida convencional. Sua importância vai além do esporte, sendo um evento de conscientização e inclusão social de grande valia para o calendário da cidade”, declarou.
A diretora do Centro de Doenças Raras, Sayonara Araújo, lembrou que o sábado (28) marcou o Dia Mundial das Doenças Raras no Brasil e em diversos países. Segundo ela, o atendimento em João Pessoa tem evoluído de forma contínua, com assistência cada vez mais qualificada para pacientes e familiares. “A nossa corrida tem apresentado crescimento constante, mas precisamos que mais pessoas direcionem um olhar humanizado a essas famílias e pacientes, que não podem ser invisíveis para a sociedade”, afirmou.
Inclusão como prática social
Entre os participantes, o pai de uma criança atípica, José Figueiredo, destacou a importância de iniciativas que promovam o convívio e a inclusão. “A corrida cumpre bem esse papel, porque o que precisamos é de espírito inclusivo. Quando uma criança autista está reunida com mais pessoas, dependendo da sua classificação, isso já representa um grande avanço. É assim que construímos uma sociedade mais justa e igualitária”, disse.
A prova contou ainda com operação integrada da Prefeitura, com apoio na logística, organização do trânsito e assistência à saúde. A diretora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Lídia Holanda, garantiu que o efetivo mobilizado para o evento não comprometeu os atendimentos regulares à população.
Segundo ela, equipes extras foram designadas especificamente para a corrida. “A equipe normal do Samu continua à disposição da população, enquanto uma equipe adicional é contratada para dar suporte aos eventos, garantindo a segurança e o conforto de todos os participantes”, explicou.
Com ampla participação popular e estrutura adaptada, a Raros Run reforçou o compromisso da gestão municipal com a inclusão social e a promoção de políticas públicas voltadas às pessoas com doenças raras e deficiência na Capital paraibana.




