Jagunço digital, Nilvan Ferreira saiu das capoeiras da região rural de Cajazeiras para trocar a enxada pelo microfone e na radiofonia seguiu aquela linha do morder para assoprar.
Boca nervosa, conquistou audiência com o jornalismo sensacionalista de meio de feira, cujos fins justificam os meios e o foco é faturar.
Alguém disse a ele que na Capital era melhor e se jogou dentro de um TransParaíba, já com mulher, filhos, cachorro, papagaio e nas malas saudades só do futuro.
Fez sucesso no rádio, na TV, sempre como paladino, um verdadeiro vestal, beneficiado pela cara de povo. O tal do matuto sabido.
Nilvan já foi comunista de carteirinha, filiado ao PC do B de João Amazonas, mas logo concluiu que defender o povo é bom, mas muito melhor defender o povo da casa dele.
Pronto. Assim como Luís Otávio, confundiu audiência com votos, deixou de ser explorado para ser explorador e se candidatou a prefeito de João Pessoa, governador da Paraíba e, recentemente, prefeito de Santa Rita. Perdeu todas, apesar da zoada de boca. Os motivos? É uma nota de 3 reais.
Agora, Nilvan é candidato a deputado estadual e, sempre tragado pelo próprio veneno, ao que tudo indica, perderá e na próxima será candidato a vereador.
Nilvan é carismático, inteligente e talentoso, mas não aprende a fechar a mandíbula e, como peixe, sempre morre pela boca. Ao bater de frente com o movimento cultural, ao patrulhar o direito de opinião da atriz Carol Castro, virou advogado do diabo, do Mito.
Podia ter ficado calado, mas a sorte e a perdição de Nilvan é o microfone. Anotem: o desagravo a Carol Castro vai derrotar o Juca Pirama da terra do Padre Rolim.
Como diria Edilson Dias, grande intérprete de “Quem é palhaço aqui?”, se vivo estivesse: é o Santa Rosa lotado e Nilvan derrotado
Dércio Alcântara
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