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Em Campina, médicos do ISEA denunciam superlotação e falta de profissionais para trabalhar na unidade hospitalar

29 de julho de 2020
em Destaque2
Tempo de leitura: 3 mins de leitura
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Em Campina, médicos do ISEA denunciam superlotação e falta de profissionais para trabalhar na unidade hospitalar

Os médicos do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande, relataram que há superlotação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e faltam profissionais para complementar a escala. O diretor do Isea, Mário de Oliveira, informou que os problemas, como falta de profissionais, já existiam há muito tempo e já foram discutidos com diversas entidades.

Durante a pandemia, a maternidade se tornou hospital de referência para o tratamento da Covid-19, e, segundo o diretor, precisou bloquear alguns leitos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande esclareceu que a dificuldade para fechar a escala de médicos pediatras neonatologistas do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) “se deve pela escassez destes profissionais no mercado de trabalho. Além disso, com a pandemia do novo coronavírus, médicos dos grupos de risco para a Covid-19 que atuavam na maternidade foram afastados das suas atividades, de forma preventiva, conforme determinam os protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde”, disse em nota.

Lembrou, ainda, que antes do início da pandemia, a Secretaria de Saúde publicou um chamamento público para contratação imediata de profissionais médicos para a rede municipal de urgência e emergência. Segundo a Secretaria, o processo continua em vigor e qualquer profissional poderá procurar o setor de Recursos Humanos na Secretaria de Saúde, no bairro da Liberdade, das 7h às 13h, para realizar o credenciamento no chamamento público.

De acordo com Tereza Raquel de Brito, coordenadora da UTI neonatal do Isea, há, de fato, profissionais afastados por terem testado positivo ou por ser grupo de risco. Além disso, a maternidade já perdeu uma pediatra, a médica Ana Lúcia Cantalice, por complicações do coronavírus.

Com essas ausências, a maternidade tem tido dificuldades pra fechar a escala e atender os pacientes.

“Esse problema da escala da pediatria é um problema antigo, há vários anos a gente vem denunciando a falta de pediatras para fechar escala. Ano passado a gente teve uma reunião com o Ministério Público e a Secretaria de Saúde onde foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (Tac) se comprometendo a dia 30 de outubro (de 2019) estar fazendo o chamamento dos concursados e não foi cumprido esse acordo. Então, se antes da pandemia a gente não conseguia fechar uma escala agora com a pandemia a situação piorou muito”, contou Tereza.

Segundo a médica, há também profissionais idosos que estão tendo que trabalhar para não comprometer a situação da maternidade.

Fora a quantidade de profissionais, Tereza também informou que a UTI com capacidade para 10 leitos está com 17, apresentando uma superlotação, por isso a equipe de obstetrícia tem atrasado alguns partos.

“Não tem como a obstetrícia realizar um parto com um pré-maturo que vai precisar de UTI se a gente não tem onde colocar o recém-nascido porque se fizer o parto ele vai morrer fora da barriga da mãe porque não vai ter leito para essa criança. Então com certeza isso dificulta também o parto, a agilidade da obstetrícia”, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou que por conta da pandemia, a maternidade precisou passar por reformulações na estrutura para atender gestantes com suspeita ou com diagnóstico confirmado de Covid-19 de Campina Grande de outros 69 municípios. Dos 140 leitos regulares, a secretária disse que 34 foram isolados para casos de gestantes e bebês com suspeita do novo coronavírus e a ala semi-intensiva para Covid-19 da unidade deverá ser ampliada de oito para 15 leitos.

A informação é do G1

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