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A advogada de Bruno Ernesto, Laura Berquó, ganhou mais uma batalha contra o assessor do ex-governador Ricardo Coutinho, Jailton Paiva. A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acatou o pedido da advogada para provar o suposto envolvimento de Jailton e Ricardo Coutinho no assassinato de Bruno Ernesto.

Laura, como se sabe, havia sido processada por Jailton após afirmar em redes sociais que “ele teve envolvimento, junto com Ricardo Coutinho, no assassinato de Bruno Ernesto”, em fevereiro de 2012.

O julgamento  teve como relator o desembargador Ricardo Vital. Segundo publicação do TJ, Jailton processou Laura em função de “comentários por ela publicizados em redes sociais (Instagram), os quais teriam sugerido o envolvimento do querelante (Paiva), ora apelado, no crime que vitimou o jovem Bruno Ernesto do Rego Moraes, e associando o fato ao caso “Jampa Digital”.

Bruno Ernesto era funcionário da Prefeitura de João Pessoa, na área de informática e tecnologia, ocupando o cargo de diretor de Infraestrutura e Suporte, no período da implantação do Projeto Jampa Digital. Especialista na área, e convidado pelo ex-prefeito Luciano Agra, Bruno Ernesto, tinha informações sobre as irregularidades cometidas na época do Jampa. O jovem foi misteriosamente sequestrado dia 7 de fevereiro de 2012, ao chegar em casa no bairro dos Bancários.

Uma quadrilha planejou o sequestro, colocou Bruno na mala do automóvel, e levou para a zona Sul da cidade, em um local desabitado , onde executou o jovem com dois tiros, um deles na nuca da vítima, próprio de crimes de execução. Anos após a execução de Bruno Ernesto, a família dele conseguiu numa investigação paralela descobrir que a arma e as munições utilizadas era do Governo do Estado da Paraíba.

O caso é objeto de um Inquérito no Superior Tribunal de Justiça, mas não se tem maiores informações, por tramitar em segredo de justiça.

Da redação com informações do Politika