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Trágico se não fosse cômico, caminha para um cenário de Judas sendo arrastado pelas ruas e levando pauladas o ocaso político do governador Ricardo Coutinho.

Ele está sendo abandonado pelos que mais usufruíram de sua gestão e só falta agora perder a esposa Pâmela Bório para dizermos que além de queda, coice.

Mas, como já pensam uns poucos que lhe arrodeia, a chance de transformá-lo em vítima é quase zero.

Estereotipado como homem mau, jamais ele poderá se transformar no bem e essa carapuça de indesejável foi o próprio Ricardo Coutinho quem fez questão de vestir.

Nota-se em qualquer roda de conversas que o governador não goza de boa avaliação e dificilmente alguém sai em sua defesa, tornando-se o indesejável.

Há quem preveja que a qualquer momento a própria esposa, a ainda primeira dama Pâmela Bório, arrume as malas e aperte o botão apagando a última luz acesa. O amigo do peito foi embora, o jornalista da hora mudou de lado…

Ouvi de uma fonte a informação que a jovem senhora tem sido injustiçada pela imprensa em todas as mancadas que lhe foram atribuídas nesses quatro anos.

Pâmela sair da Granja e anunciar publicamente a separação é o tiro de misericórdia na personalidade desagregadora do cidadão que ainda governa a Paraíba até 31 de dezembro do corrente.

A cena parece surreal, mas não está descartada e poderá acontecer a qualquer momento. Afinal, a primeira dama como ser humano também tem suas reclamações e se os amigos de décadas saltaram fora, o que dizer de quem convive com o desgaste do cotidiano de uma pessoa com personalidade difícil e que, como pau que nasce torto, não se corrige.

Se a vida fosse um jogo de xadrez, RC teria desagradado os piôes,  perdido os bispos, as torres, os cavalos e tem a rainha em xeque.