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A repercussão da suposta relação entre do jornalista William Waack, da Rede Globo, com funcionários do governo americano foi um dos principais assuntos das redes sociais desde a tarde de quinta-feira. No entanto, analisando mais a fundo os documentos da vazados pelo Wikileaks a respeito da mídia brasileira, é possível colher um panorama mais amplo das impressões que o governo dos Estados Unidos teria do jornalismo nacional. 

Mídia paulista na frente

Entre os veículos mais citados nas mensagens estão os jornais Folha de S. Paulo (384 mensagens), Estado de S. Paulo (317 mensagens), O Globo (89 mensagens), Valor Econômico (em 84), Jornal do Brasil (em 23) e Correio Braziliense (em 11). A Veja lidera entre as revistas, presente em 85 mensagens. 

Classificação

Cada veículo também recebe uma classificação de acordo com a sua suposta orientação política. O JB é visto como centro-esquerda, a Folha como liberal e Estadão, O Globo e Veja são de centro-direita, segundo as autoridades americanas. A revista Carta Capital aparece como nacionalista de esquerda. Alguns relatos classificam matérias da Veja como “exageradas”. O exemplo mais notório foi a reportagem sobre o suposto envolvimento do PT com guerrilheiros das Farc. 

Documento relata impressões da Embaixada a respeito de reportagem da VejaDocumento relata impressões da Embaixada a respeito de reportagem da Veja

O relatório diz ainda que “enquanto os opositores e outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos”. 

Consultas informais

Nos documentos, que podem ser acessados pelo cablesearch.org, é possível encontrar relatos de vários encontros informais entre funcionários do governo americano e jornalistas brasileiros para obter informações. Num deles, em janeiro de 2010, o ex-colunista Diogo Mainardi aparece antecipando informações de sua coluna para os americanos num “almoço reservado”.

Com JB online