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O presidente das duas comissões parlamentares de inquérito que investigam irregularidades na Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou na manhã desta terça-feira (5) que formalizou um pedido de investigação à Polícia Federal para apurar a suposta participação de servidores em vazamento de informações a depoentes da CPI exclusiva do Senado, conforme divulgado pela revista Veja. Além disso, ele pediu à Diretoria-Geral do Senado a abertura imediata de sindicância.

Vital do Rêgo rechaçou, no entanto, a sugestão da oposição de que a CPI do Senado deveria suspender suas atividades em consequência da denúncia. Ele afirmou que a CPI não pode perder o foco e negou que os trabalhos da comissão tenham sido comprometidos. “Vamos continuar a apuração dos fatos. É a nossa missão. A CPI não pode ser suspensa, até por um dever constitucional e institucional do Senado”, disse.

Relatório Vital lembrou que a CPI do Senado tem mais um mês e 15 dias de funcionamento e, se não for aprovado nenhum pedido de prorrogação dos trabalhos, o relatório final com a conclusão das investigações pode ser entregue antes das eleições.

Ao comentar o comportamento da oposição diante das denúncias, o presidente disse que, como os oposicionistas não participam dos trabalhos da CPI exclusiva, o direito de protesto fica diminuído. A oposição tem direito a 3 das 13 vagas na CPI do Senado, mas recusou as indicações, com o argumento de que não seria possível fazer a devida apuração diante de um suposto controle do governo.

Denúncia Segundo a Veja, a presidente da Petrobras, Graça Foster, o ex-presidente Sérgio Gabrielli e o ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró tiveram acesso antecipado às perguntas que seriam feitas pelo relator José Pimentel (PT-CE) e foram orientados por funcionários da estatal sobre a melhor maneira de respondê-las.

A CPI da Petrobras tem 13 integrantes, sendo dez da base de apoio ao governo. Os oposicionistas optaram por participar somente da CPI Mista, composta também de deputados. As duas comissões de inquérito têm a missão de investigar denúncias de superfaturamento na construção de refinarias; falhas de segurança no lançamento de plataformas ao mar; prejuízos sofridos pela Petrobras na compra da refinaria de Pasadena (EUA) e o suposto pagamento de propina a funcionários para o fechamento de contratos.
(PBAgora)