Notícias

Vital acredita em manutenção de aliança entre PT e PMDB em 2014

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) reafirmou neste sábado (23) que a aliança entre PMDB e PT em nível nacional, deverá ser mantida em 2014. Com base nas conversações de bastidores, Vital acredita que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro deverá mesmo, manter Michel Temer como o vice-presidente de Dilma Rousseff (PT). Quem também comungou com a manutenção desta aliança foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que em recente encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB) confirmou a força desta aliança.

Segundo Vital, no recente encontro de Lula com o presidente da Câmara ele (Lula) “deixou muito claro que essa relação PT-PMDB tem tudo para continuar e avançar cada vez mais”. “Ele (Lula) foi muito afirmativo de que esta aliança, pelo seu êxito, tem de continuar e inclusive nos próximos dias vai marcar uma reunião dele com Michel Temer”, afirmou Alves, ao sair do encontro.

Ele observou que especulações sobre a possibilidade de a cúpula nacional do PT desalojar o vice-presidente Michel Temer da chapa presidencial em 2014 em favor de uma aliança com o PSB, não foram bem vistas por direções estaduais do PMDB e do próprio PT.

Justificando a sua posição, Vital ressaltou que o próprio PMDB paulista deixou claro que terá um candidato próprio à sucessão de Geraldo Alckmin (PSDB) e que ele não será o vice-presidente. As declarações do senador seguem o mesmo raciocínio do presidente estadual do PMDB, deputado estadual Baleia Rossi, afilhado de Temer e um dos políticos mais próximos ao vice-presidente da República. Segundo ele, Michel Temer não tem disposição alguma em ser candidato a governador”, e as especulações sobre a candidatura de Temer em São Paulo não têm “nenhum fundo de verdade”. “Reafirmamos total apoio à manutenção do Temer como vice da Dilma. O senador Vital acredita que os “boatos” visam desestabilizar a atual aliança federal.

Conforme destacou Vital, o PMDB é hoje o partido que mais dá apoio a presidente Dilma. O partido que tem o vice-presidente, tem ajudado Dilma a governar o país, aprovando inclusive as reformas que o país precisa, tanto na Câmara Federal como no Senado. O senador peemedebista enfatizou ainda que hoje o PMDB é o maior partido do Brasil, e está  antenado com as mudanças políticas no país.  Reafirmando ainda mais a sua liderança, o partido do vice-presidente da República, Michel  Temer, fez 1.025 prefeitos e 7.964 vereadores em todo o Brasil. Somente na Paraíba foram 58 prefeituras conquistadas.

Ainda segundo Vital, o PMDB obteve, nas eleições municipais de 2012, 16 milhões e 200 mil votos, e se consagrou como o maior Partido do país, manifestando uma grande expectativa em relação ao futuro dos brasileiros. “Sem dúvida, com esse capital político, o Partido vai trabalhar para que as duas Casas legislativas promovam as reformas que a sociedade precisa, votando projetos de interesse social” observou. Vital não tem dúvida de que a manutenção da aliança nacional, deverá se refletir em nível estadual. Nesse sentido, acredita que PT e PMDB seguirão juntos.

Lembrou que o PMDB terá candidatura própria, sendo que o nome de consenso é o de Veneziano Vital do Rêgo, e para isso, vai buscar entendimento com o partido da presidente. O próprio ex-presidente Lula vê com bons olhos a candidatura de Veneziano. O senador lembrou que o PMDB é um antigo aliado do PT. Tanto é que ajudou a eleger o presidente Lula e a atual presidente Dilma. Em resposta, o governo federal foi um forte parceiro do governo peemedebista em Campina Grande. Além do mais, os dois partidos estiveram juntos em 2010, tendo inclusive o PT indicado o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-governador José Maranhão. “Temos muitas afinidades e ideologicamente, defendemos as mesmas bandeiras de luta” disse.

A posição de Vital segue a mesma linha do presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Reagindo às críticas do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos , Raupp garantiu, que o PMDB só lançará candidato próprio à presidência da República em 2018. Para 2014, a ideia é manter a aliança com o PT, com o vice-presidente da República, Michel Temer (SP).