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Diálogos mantidos entre o, na época, juiz Sergio Moro e Deltan Dallagnol mostram que nunca existiu uma distinção entre a atuação de magistrado, de procuradores da Lava Jato e a da própria Polícia Federal. Em uma das conversas, Deltan tenta marcar uma reunião entre os juristas e membros da PF para tratar sobre “a questão das prioridades”, segundo eles.

Que prioridades são essas? Se pararmos para pensar, o que de tão urgente envolvendo o caso não poderia ser resolvido por telefone? O que se tem, nesse caso, é uma organização transversal à força-tarefa, sob o comando de Sergio Moro, a que se subordinam procuradores e PF.

Os diálogos revelam também desvios de recursos da 13º Vara Federal de Curitiba para a gravação de um vídeo que seria veiculado na Globo, dentro do chamado “pacote de dez medidas contra a corrupção”. É preciso deixar claro, nesse caso, que uma vara federal não dispõe de recursos financeiros destinados a atos publicitários de nenhuma natureza.

Em nota ao site UOL, a força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba afirma que “nunca houve qualquer tipo de direcionamento de recursos da 13ª Vara Federal para campanha publicitária”.

Nas conversas, Moro responde que “acha possível” fazer o repasse, diz que vai ver “na terça” e que responderia. Não fica claro, na sequência, se houve a transferência.

https://tv.uol/17xiO

 

Da redação com informações do site UOL