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Os vereadores de oposição, no Conde, vão protocolar um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato de lixo na cidade. Eles alegam que houve superfaturamento no contrato emergencial firmado pela prefeitura. A empresa Limpmax foi contratada em janeiro deste ano para fazer a coleta e destinação do lixo no município. Uma licitação foi marcada para o mês de maio, mas foi cancelada por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os parlamentares alegam que o contrato traz prejuízo para o município.

“A empresa foi contratada por R$ 430 mil, mas um levantamento que fizemos em outras cidades do porte do Conde mostrou que há superfaturamento”, alegou o vereador Fernando Araújo (PTdoB). Ele assegura que nestes municípios o valor cobrado para o mesmo serviço não ultrapassa a casa dos R$ 200 mil. O pedido de abertura da CPI será protocolado na tarde desta segunda-feira (6). Além de Fernando, o documento tem as assinaturas de Malba de Jacumã (SD), Josélio Jogador (PR) e Daniel Júnior (PR). Todos integram o bloco de oposição à prefeita Márcia Lucena (PSB).

Apesar de representarem apenas quatro dos 11 vereadores do município, o grupo pretende também pedir o afastamento da prefeita. Fernando Araújo diz não ter dúvidas da veracidade das denúncias. A instalação da comissão, no entanto, vai depender do posicionamento do presidente da Casa, Luzimar Nunes (PSDC).

O outro lado

“O Tribunal de Contas apresentou falhas no contrato da licitação (do lixo) e mandou suspender por aspectos formais. O TCE sequer leu ainda a defesa do município. Então, o que eles (vereadores) estão argumentando para a CPI? É o que nós queremos saber. Até agora o tribunal não determinou a suspensão dos serviços”, ressaltou o secretário de Comunicação do Município, Walter Galvão. E acrescenta: “percebemos este processo como uma movimentação política com o intuito de depredar a imagem da administração”.