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Após ser preso na quinta-feira (17) durante a ‘Operação Shark’, o vereador de Santa Rita Flávio Frederico da Costa Santos (PSD) decidiu pedir licença da Câmara Municipal para não perder o mandato por abandono. Ele é suspeito de fraudar licitações na prefeitura de Santa Rita. Para justificar o afastamento, o camarista alegou que é para “tratar de interesses particulares”.

No requerimento, direcionado ao presidente da Casa Legislativa da cidade, Flávio defende-se das acusações. “Esclarecer a Vossas Excelências que jamais pratiquei os atos que foram a mim imputados por duas ‘testemunhas’. Tenho certeza que o desfecho da investigação provará que sou inocente”, diz trecho do documento.

Flávio explica como funcionou o suposto esquema e alega que não há provas contra ele. “Tive meu nome citado por duas ex-servidoras comissionadas da Prefeitura Municipal de Santa Rita, que depositaram cheques oriundos do susposto esquema de corrupção em suas contas bancárias e posteriormente sacaram as quantias. As mencionadas informaram ao GAECO que fizeram os depósitos e os saques a meu pedido e em meu benefício, sem, contudo, apresentar uma só prova nesse sentido”, escreveu no requerimento.

O caso

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil da Paraíba (GOE-PCPB) e a Polícia Militar da Paraíba (PM-PB), prendeu, na manhã da quinta-feira (17), o vereador de Santa Rita Flávio Pereira (PSD) e o suplente e ex-vereador Tubarão (PSD). A ‘Operação Shark’ foi desencadeada com o objetivo de dar cumprimento a três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e oito mandados de condução coercitiva, expedidos pela Justiça Estadual (1ª Vara Mista da Comarca de Santa Rita).