Política

Veneziano diz que Bolsonaro mostra desconhecer gestão educacional ao defender ensino domiciliar no Brasil

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) fez uso na manhã desta sexta-feira (12), da Tribuna do Senado Federal para comentar a recente assinatura por parte do Presidente DA República Jair Bolsonaro, do Projeto de Lei que pretende enviar a Câmara dos Deputados para regulamentar à educação domiciliar no Brasil. Para Veneziano, a proposta é preocupante, pois, tira-se das crianças a experiência de socialização, além de investimentos na capacitação dos professores.

Para o Senador paraibano, os responsáveis pelo Ministério da Educação não mostraram nada de positivo aos brasileiros nesses primeiros três meses de gestão. “Nós tivemos três meses perdidos na educação. Não tivemos nenhuma linha, não se estabeleceu as metas, objetivos, nada. É bom que se registre, pois acompanhei a decisão ontem (11) do presidente de uma proposta legislativa encaminhada a Câmara para incluir a educação domiciliar no Brasil. E a minha primeira impressão para o Presidente e aqueles que os cerca é que é proposta desastrosa. Extremamente periclitante, pois imaginar que tantos milhares de brasileiros que não estão tendo acesso ao banco escolar, muitas das vezes por força da omissão e da negligência de seus pais. Nós teremos jovens orientados por esses país? Eu tenho dois filhos se me fosse dado e oportunizado de transmitir e orienta-los com a educação domiciliar eu estaria de fato desatualizado da grade curricular. Portanto como nós pretendemos fazer essa educação domiciliar, não podemos improvisar com a educação dos nossos jovens”, disse Veneziano.

Segundo Veneziano, mesmo o Governo de Jair Bolsonaro, sabendo que existem 45 milhões de estudantes nas escolas brasileiras, ele escolhe priorizar em seus primeiros cem dias o ensino em casa, praticado por cerca de 7 mil famílias.

Veja o depoimento completo de Veneziano na Tribuna do Senado:

https://drive.google.com/file/d/10sEjECeBHXZc57D6qoetAQhItifPp9oF/view

Para o parlamentar socialista, com esse medida muitas crianças e jovens perderão a primeira experiência de socialização e de contato com a diversidade. Fora isso, ele lembra que as pesquisas internacionais não chegam a um consenso sobre a qualidade da formação dos que estudaram em casa. Ao focar nessa política, Veneziano destaca que o governo pode estar não só deixando de melhorar a aprendizagem de quem está na escola, como piorando a dos que saíram dela.

Redação