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Penso que a melhor estratégia nesse momento é o governador João Azevêdo decidir logo, antes mesmo de janeiro chegar, o partido para onde vai migrar e sinalizar para toda a base o caminho. No caso específico do outro majoritário, Veneziano, a estratégia deve ser diferente. Quem tem tempo não tem pressa.

Veneziano lidera um bloco no Senado e a saída do PSB lhe traria prejuízos e isso, por consequência, traria prejuízos para a Paraíba na força que uma liderança de bloco tem para ajudar seu estado.

Ficar no PSB deve ser o caminho mais adequado para Veneziano, até para ser a voz forte em Brasília junto a Executiva Nacional, um guarda-chuva a proteger os deputados estaduais que, por força da legislação, não poderão migrar com João agora para a nova legenda e terão que aguardar a janela de 2022.

O entrosamento de Veneziano e João é elogiado por quem convive com ambos. A afinidade deles transcende a política, pois comungam dos mesmos valores no que se refere a importância da família e do fair play.

Senador, Veneziano passa a ser a mais alta patente do PSB paraibano. Apesar de não ter nenhum cargo no diretório, já que recusou, mas é o maior mandato na hierarquia.

Caminho natural para Veneziano seria o Podemos, onde a esposa Ana Cláudia já está e é primeira suplente de deputada federal e presidente do Podemos Mulher.

Aliás, se Veneziano se filiar ao Podemos hoje o partido passa a ser a maior bancada do Senado, ultrapassando o MDB.

Politicamente correto é Veneziano ser o senador de João e com João seguir na estrada. Mas não necessariamente no mesmo partido, pois tem tamanho e luz própria para traçar o seu destino com a própria régua e compasso.

Dércio Alcântara