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Após ter ligado para todo mundo fazendo ameaças e tentando extorquir dinheiro, o ex-tesoureiro da Prefeitura de Campina, Rennan Trajano Farias, encontrou a parceria que procurava, alguém que potencializou sua maldade e desejo de vingança e, obviamente, resolveu sua crise financeira. E todo mundo pode deduzir quem.

Claro que partiu de quem tem medo e trabalha para Veneziano não ser candidato a prefeito de Campina essa matéria requentada e publicada hoje na Folha de São Paulo. Mas, também visou outro alvo.

Renan não apresenta provas e, bem na véspera em que o TCU vai votar as contas de Dilma, aparece como bucha de canhão para atingir a honra do ministro Vital do Rêgo e, por tabela, respingar no deputado federal Veneziano.

Rennan diz que entregou dinheiro desviado de uma obra que não foi executada ao ministro Vital, mas fica só nisso. Nada de vídeos, fotos, áudios. Só sua palavra duvidosa, pois foi acusado formalmente por Vital de depositar dinheiro da Prefeitura de Campina em sua conta e saiu pela tangente, argumentando que foi um erro, corrigido depois.

Com sobrenome Farias, Renan tenta reeditar na mídia um novo PC, aquele tesoureiro de Collor que detonou seu projeto político, mas ao não apresentar provas contundentes fica parecendo mágoa de quem fez o que não devia e depois quis resolver tudo na base da chantagem.

Rennan, todos sabem em Campina, foi o tesoureiro da campanha de Tatiana Medeiros em 2012 e ao final quebrou e tentou suicídio, também devido ao fato de ter quase se separado da esposa, que descobriu um caso entre ele e a então candidata.

Rennan, ninguém disse ainda, tomou a frente da campanha e vendeu bens para financiá-la. Arriscou tudo e ao final quebrou a cara com a derrota para Romero.

A partir daí, cheio de dívidas com agiotas, passou a chantagear os irmãos Vital e as construtoras, a exemplo do empresário Vitor Ribeiro, da Compecc, que na reportagem da Folha admite que recebeu ligações de Renan exigindo dinheiro e que negou que tenha passado por suas empresa os recursos públicos que Renan acusa Vital e Veneziano de beneficiários.

A REPORTAGEM DA FOLHA COMETEU UM GRANDE ERRO – Enfim, uma coisa é dizer e a outra é provar. Rennan Trajano Farias vem sendo teleguiado por interesses inconfessáveis, tanto no pano local, quanto no plano nacional. Foi orientado por seus atuais protetores para procurar o MP e o MPF e até hoje nada andou por falta de consistência e credibilidade.

Rennan atribui à religião o seu desejo de desabafar e assumir que errou. Querer pagar pelos erros é uma coisa, acusar um ministro do TCU na véspera de uma votação importante é outra.

Rennan diz ao repórter Rúbens Valente, da Folha, que foram desviados para a campanha de Vital a senador dinheiro de obras que não foram executadas, e o jornalista não foi verificar se as obras citadas por Rennan existem ou não.

Que pressa de acusar o ministro do TCU foi essa? E se eu disser que as obras existem e foram auditadas pela Caixa, CGU e TCE, a denúncia de Rennan e a reportagem precipitada de Valente estariam desqualificadas? Elas existem e mostrarei em matéria posterior ainda hoje.

Na Paraíba, em Brasília ou em São Paulo isso atende pelo nome de chantagem.