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O discurso de quase dois minutos de Pedro Bial no início do Conversa com Bial desta quarta (16) fez lembrar as noites de eliminação do BBB. Desta vez, o apresentador da Globo usou sua oratória para criticar duramente Jair Bolsonaro, ao qual se referiu como “acéfalo”, “desgovernante” e “inominado”. A fala do jornalista viralizou e fez a web sonhar com a “eliminação” do presidente.

“Na pandemia desse 2020 nefasto, o Brasil se destacou. Difícil encontrar desgoverno que se compare no mundo. Desde o início, nosso desgovernante tentou negar a gravidade da crise, seguiu invetando remédios falsamente milagrosos, deu os piores exemplos –sem máscara e sem noção–, causou aglomeração e sabotou ministros da Saúde e da Educação”, iniciou Bial.

“O inominado contribuiu de forma decisiva para que mais gente morresse. Agora se supera, delirante, ao desprezar a única solução: a vacina. Mas, acredite, isso ainda não é o pior. Como disse o próprio acéfalo que hoje ocupa o Palácio do Planalto, ‘morrer, todo mundo vai morrer mesmo’. Pior é pra quem tem a vida pela frente”, continuou o ex-apresentador do reality.

A longa fala foi elaborada para anunciar os entrevistados do dia: a diretora do Centro de Excelência e Enovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin, e o pediatra Daniel Becker.

“A geração das crianças do corona ficará marcada para sempre. Aqui no Brasil, em nome da economia, forçou-se a abertura de tudo, de salões a lotéricas. Viva os shoppings, comprar é vida! O imperativo de abrir as escolas, último da fila. Sequer mencionado. Então, agora, quem sabe que consequência um ano sem aulas terá na saúde física e mental de crianças e adolescentes? Pior, alguém quer saber?”, questionou o jornalista.

“Parte das escolas particulares já voltou às aulas com protocolos de distanciamento e higiene. Já na rede pública, quase 40 milhões de estudantes seguem entre a precariedade total e a total interrupção do aprendizado e da proteção social que as escolas representam. É um quadro pavoroso, inadimissível”, definiu Bial.

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