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As primeiras horas do velório de Diego Maradona, que morreu ontem aos 60 anos, na Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires, foram movimentadas. Do início às 6h com confusão, a cerimônia passou a ter uma multidão cantando pelo ídolo argentino durante o tempo de espera na longa fila que se formou no entorno da Casa Rosada.

Os torcedores adaptaram uma música de arquibancada para homenagear o camisa 10. “Diego é um sentimento que não consigo explicar”, cantaram os fãs de Maradona. A torcida também não perdeu a chance de ironizar Pelé, o maior rival do craque argentino. “Maradona é maior do que Pelé” é outra música bastante ouvida nos arredores da Casa Rosada.

O presidente do país, Alberto Fernández, ainda apareceu para prestar tributo por volta das 11h26. Usando máscara de proteção contra o coronavírus, Fernández acenou e chegou a tirar fotos com alguns torcedores que se aglomeravam em uma área determinada pelas autoridades.

Já dentro do salão da cerimônia, o presidente se emocionou e colocou uma camisa do Argentinos Juniors, primeiro time profissional de Maradona, sobre o caixão do argentino.

Antes de Fernández colocar a camisa do Argentinos Juniors, o caixão do ex-jogador já estava coberto com uma bandeira da Argentina e duas camisas: uma do Boca Juniors, clube onde ele é ídolo, e uma da seleção nacional. Ao pé do caixão, os torcedores atiraram camisas, bandeiras e flores para Maradona. Eles podem se despedir do ídolo até as 16h de hoje.

Logo na abertura do velório, houve um princípio de tumulto com confusão entre fãs do ex-jogador e alguns policiais na Plaza de Mayo, na frente da Casa Rosada. O jornal Olé afirmou que uma pessoa ficou ferida.

Em meio à pandemia do coronavírus, aglomerações também foram registradas, mas a situação se normalizou minutos depois. O confronto aconteceu após alguns torcedores invadirem uma área bloqueada pela polícia. A fila para ficar dez segundos na frente do caixão de Maradona passa de cinco horas.

A realização da cerimônia na Casa Rosada é considerada uma grande honraria na Argentina. A última personalidade a ser velada no local foi o ex-presidente Néstor Kirchner, em 2010.

Um torcedor argentino falou ao UOL sobre como foi dar o último adeus a Maradona. Ele ficou cerca de três horas na fila. “Foi muito emocionante. Eu vim com meu filho, que se chama Diego. É um dia muito triste, nunca esperamos que chegue”, contou.