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Eu nunca tinha visto deputado novato se lançar candidato a prefeito de João Pessoa e até governador já no primeiro ano de mandato, mas essa legislatura é diferente e dois parlamentares eleitos com votos da área de segurança estão com o pescoço grosso e querendo pular etapas.

Walber Virgulino quer ser candidato a prefeito, mas se João Azevêdo for cassado ele se lança candidato à sucessão; Cabo Gilberto sempre deixou claro que o seu destino é disputar o governo e nem pela etapa de prefeito da Capital faz questão de passar.

Agora vem o movimento paredista dos policiais civis e militares e os dois deputados vão surfar no palanque armado pela categoria.

Quanto mais radical for o tom melhor será para ambos e se a queda de braço for longa melhor para a necessidade de exposição dos pré-candidatos a tudo.

A pergunta é: segmentar o discurso é uma boa ideia? De que lado ficará a opinião pública em uma greve da polícia? O cidadão comum quer o caos, a insegurança e a anarquia? Que eu saiba quem quer a greve são os ladrões. Esses os únicos beneficiados numa eventual falta de entendimento entre a categoria e o governo.

Se eu fosse Walber e Gilberto calçava as sandálias da humildade, cuidava do mandato com um foco na reeleição e deixava o resto fluir, pois o futuro a Deus pertence e em nada adianta querer mudar o curso de um rio que corre veloz e sinuoso em direção ao mar.

Dércio Alcântara