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A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil é de 1,13, segundo levantamento do Imperial College de Londres, divulgado nesta terça-feira (02). O índice representa um aumento expressivo em relação ao relatório divulgado na semana passada, quando o Rt estava em 1,02 e 1,05 na semana retrasada.

O Rt acima de 1 indica que a doença avança sem controle no Brasil. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. Quando fica abaixo de 1, o índice indica tendência de desaceleração. O Rt atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 113.

A universidade britânica também projeta que o Brasil deve registrar 9.190 mortes pelo Sars-CoV-2 esta semana, um aumento em relação a anterior, quando foram contabilizadas 8.070 mortes pela doença. No pior quadro estimado, as perdas para a Covid-19 podem chegar a 9.500.

Dentro da margem do Imperial College, o Rt brasileiro pode variar de 1,10 até 1,15.

Especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhar o Rt por um período prolongado de tempo para avaliar cenários, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus, que chega a 14 dias. Além disso, por ser uma média nacional, a taxa de contágio não significa que a doença está avançando ou retrocedendo em todas as cidades e estados do país. O Brasil, no entanto, apresenta um Rt acima de 1 desde dezembro.

Dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo indicam que a média móvel de mortes pela Covid-19 no Brasil vem registrando recordes seguidos indicando o pior momento da pandemia no país. Nesta segunda-feira a média móvel chegou a 1.223.

Um levantamento feito pelo GLOBO a partir de dados do consórcio mostra como a pandemia de Covid-19 acelerou nos últimos quatro meses. Comparando o total de mortes ocorridas entre novembro e dezembro de 2020 com todos os óbitos registrados entre janeiro e fevereiro deste ano, houve um aumento de 71% no Brasil. No Amazonas houve a maior alta: 662%.

Piores países

Segundo o levantamento do Imperial College, as maiores taxas de transmissão da semana foram registradas no Iraque (1,35), na Palestina (1,26) e Bulgária (1,24).

Já os menores índices foram identificados na Suécia (Rt 0,53), na Suíça (Rt 0,56) e em Portugal (Rt 0,56).

Os Estados Unidos, que ultrapassaram na segunda-feira (1°) a marca de 500 mil mortes pela Covid-19, não fazem parte do levantamento.

De acordo com o relatório do Imperial College, o mundo registrou, até o dia 22 de fevereiro, mais de 113 milhões de casos de Covid-19 e mais de 2,5 milhões de mortes pela doença.

O GLOBO