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Cada macaco no seu galho e, do mesmo jeito que arregaçaria a Lei um político assumir a função de juiz e julgar conforme suas conveniências eleitorais, também não é bom negócio para o povo um juiz virar político, que o diga o povo do Rio de Janeiro, que amarga uma profunda decepção com o governador Wilson Witzel, delatado por desvio de recursos na Saúde e a caminho do impeachment.

Em Patos o juiz Ramonilson Alves encarna esse personagem da água sanitária e salvador da pátria. Sabemos onde isso termina, o populismo é o atalho dos bestas para uma decepção a curtíssimo prazo. Vide Bolsonaro, a piada mundial; vide Witzel, de julgador a julgado, de pedra a vidraça, de juiz a réu, de honesto a ladrão.

Refugo dessa figura caricata que ascendeu ao posto maior do País no vácuo de uma grande crise, Ramonilson é o refugo do refugo do refugo. Acreditando que o raio cai muitas vezes em um só lugar o meritíssimo de pijama resolveu preencher o ócio vestindo a capa de Superman, mas ao final quando o pano desse teatro descer todos saberão que tipo de gente ele é, a farsa que representa como ator canastrão e o perigo que a ascensão de gente como ele a postos estratégicos como prefeito de Patos pode trazer para a nossa democracia.

Farsante na política, mediano na carreira jurídica e embusteiro nas intenções, pois agora sabemos que todo o tempo foi um ator na cidade, quando todos acreditavam que era um juiz imparcial, impessoal e cumpridor, apenas, do seu dever. Estava, outrossim, fazendo caras e bocas para como alpinista subir ao posto de prefeito.

Gente como Ramonilson não me ilude, pois rasteja peçonhento com a língua carregada de veneno sempre a fingir aquilo que não é só para escamotear a verdade e esconder de todos o que é de verdade.

Negacionista, fascista e ator que nunca sai do palco e age como se todos fossem uma grande plateia. Esse é Ramonilson e Patos não pode se deixar seduzir pelo seu embuste.

Dércio Alcântara