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Errar é humano, mas Paulo Maia tem passado da média e perdeu o apoio anunciado de Caius Marcellus por causa dos erros sistemáticos da oposição na OAB, que, se já era frágil aos cacos, imagina quando virou telha de vidro.

A divulgação de uma postagem do ex-candidato a presidente da OAB, que teria sido anunciado em festa como apoiador de Paulo, gerou uma fratura na linha de defesa da candidatura oposicionista incapaz de ser vedada até o dia da eleição. E tá fazendo água.

Caius Marcellus diz que foi traído por Paulo Maia e anuncia publicamente a primeira grande dissidência dos cacos unidos, que estavam colados, ao que me parece, com cuspe.

Paulo Maia errou de novo, o quarto erro em menos de 15 dias, e o seu adversário Carlos Frederico mais uma vez ganha musculatura sem mover uma pedra, apenas faturando com os seus erros.

Ponderemos sobre a movimentação no tabuleiro de xadrez da eleição da OAB. Carlos Frederico foi a Guarabira e no Brejo agregou votos em bloco de escritórios que antes estavam declaradamente com Paulo Maia. De outra parte, a oposição foi ao Cannelle, lugar onde se agrupam jornalistas, e lá tentou criar fatos, mas choveu no molhado. No máximo tirou fotos para redes sociais.

E, agora quando a oposição anunciava, finalmente, um evento de impacto, o lançamento da chapa unificada em João Pessoa, eis que o anuncio da dissidência de Caius Marcellus joga um balde de gelo no evento de hoje na Asplan, que deve se transformar numa sessão de terapia coletiva. Dor de cabeça grande.

E o que tem gerado tanta crise na chapa liderada por Paulo Maia, enquanto do lado da chapa liderada por Carlos Frederico, tudo flui?

Eu diria que justamente a salada de frutas, o saco de gatos.

A campanha de Carlos Federico faz menos firula, produz fatos e os consolida, avança sobre o espaço oposicionista sem disparar um tiro de festim.

A campanha de Paulo Maia se entrega frágil quando faz tantas firulas e reúne cacos para formar uma telha de vidro que não aguentará a primeira pedrada.

Aguardem uma revelação que poderá até produzir a renúncia de Paulo Maia.