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Apontado pela Polícia Federal como “chefe” da quadriha que agenciava interesses privados em órgãos públicos, Paulo Rodrigues Vieira cogita negociar com o Ministério Público uma delação premiada. Em troca de redução da pena, acena com a hipótese de denunciar “gente mais graúda”.

Diretor afastado da ANA (Agência Nacional de Águas), Paulo Vieira foi pilhado na Operação Porto Seguro – a mesma que levou ao olho da rua Rosemary Noronha, a Rose, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo.

Os repórteres Vera Rosa e Felipe Recondo informam que Paulo Vieira ensaia o reposicionamento no inquérito após trocar de advogado. Era defendido pelo doutor Pierpaolo Bottini. Assumiu a causa Mochel Darre. Logo, logo vai-se descobrir até onde chega a agressividade defensiva do ex-protegido de Rose.

Ainda que os arroubos de Paulo Vieira dêem em nada, o caso da máfia que trocava pareceres por propinas em repartições públicas tende a subir de patamar. Em relatório dirigido ao Ministério Público, a Polícia Federal menciona 18 autoridades sujeitas a investigação. Gente que dispõe de foro privilegiado.