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Quando Tatiana era apenas uma possibilidade remota e quase ninguém acreditava que pudesse ir para o segundo turno o candidato de Ricardo Coutinho em Campina, Romero Rodrigues, não tomava nem conhecimento que existisse.

Hoje, com Tatiana aprecendo no retrovisdor e cada vez mais próxima de entrar no vácuo, Romero perde a elegância rural que lhe talha o perfíl e parte para um tipo de campanha que o campinense não gosta porque é covarde, já que não bate de frente e sim de forma enviesada, como quem tem medo de mulher ou de falar na cara.

Aquele que finge que não é o responsável por eleger um governador que trata Campina como quem trata o pior inimigo, começa a suar frio e ter pesadelos toda vez que ver Tatiana em um debate ou sua popularidade subindo até alcançar o mesmo nível de aprovação bom e ótimo da gestão do cabeludo Veneziano.

Romero teve que adicionar sabor artificial ao suco de picolé de chuchu que é; continua sendo o favorito desde a morte de Ronaldo, mas já não gasta a descoberto, acreditando que pode cobrir quando assumir a máquina.

Se Tatiana vinha voando baixo e rasgou na vertical até o topo, Romero foi alçado a quase 40% pelo fanatismo instatâneo de quem quis prestar homenagem póstuma ao poeta elegendo um vaqueiro, cujo o esteira tem a mesma grife desse marketing metafísisco.

Agora chegamos ao pré-cenário de segundo turno, a hora das onças beberem água e de quem bebeu toda água antes e não virou onça definir-se pelo ninho A ou B.

O plus das brumas além-vida já injetou o que tinha de injetar e agora a parada vai ser de carne e osso, em contraponto aquela fase até aqui etérea dessa campanha sem sal.

Será que Romero bateu no teto e estacionou próximo do topo? Será que Tatiana vem que vem para nos últimos metros buscar no pulmão voleibolístico o gás extra que só os mega-atletas tem?

A seguir, cenas dos próximos capítulos.