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Em 1949, o engenheiro aeroespacial Edward Murphy criou uma lei que se tornou a mais pessimista do mundo:
A lei de Murphy diz que se algo pode dar errado, dará.
Murphy não conhecia o Brasil, mas se estivesse aqui no país que se tornou o epicentro mundial da pandemia, faria uma adaptação de sua famosa lei.
Diria: se tudo pode dar errado no Brasil, e dará.
Não se trata de pessimismo. Mas de ciência.
E os cientistas avisam que, a lentidão no processo de imunização dos brasileiros, somada às flexibilizações nos Estados e negacionismo do governo Bolsonaro, formam a tempestade perfeita que constrói no horizonte do país uma temida terceira onda de contaminações e mortes.
Uma onda que – insistem os cientistas – não se trata mais de se, mas quando virá.
E pode ser após o dia das mães, em que filhos e netos se juntam para celebrar a data.
A perspectiva se forma no mês mais letal de toda a pandemia, em que caminhamos para a marca terrível de 400 mil mortos.
Sem vacinas em quantidade para nos blindar.
Ameaçados pela falta de emprego, alta nos preços de alimentos, dólar e combustíveis.
E cercados pela fome.
Sim, Murphy tinha razão:
Tá tudo certo para dar muito errado no Brasil.

Confira: